Diante da falta de prazos para realização de uma perícia que permita judicialmente avaliar as condições da Escola Estadual David Pedro Espíndola, o engenheiro da prefeitura e secretário de Planejamento, Guilherme Stein, inspecionou e aprovou a maioria das reformas realizadas pelo Governo do Estado na escola. O reinício das aulas está previsto para a segunda-feira, 29 de abril. Atualmente, cerca de 500 alunos ainda estão sem aulas. A situação perdura desde a interdição do prédio por parte da Defesa Civil. A juíza Joana Ribeiro Zimmer, que está administrando a causa aberta pela Promotoria, deu fim à interdição, no entanto solicitou dois consertos não efetuados no prédio: a área onde está a caixa d´água e a sala de computação, que deverá ser isolada de estudantes e funcionários.
Segundo a Secretaria de Desenvolvimento Regional (SDR) de Joinville, as medidas necessárias seriam tomadas na sexta-feira. A inspeção feita pela juíza contou com uma comissão formada pela promotora de justiça Tehane Tavares Fenner, o secretário de Planejamento Urbano, o coordenador da Defesa Civil do município, Elton Cesar Cunha, o supervisor da SDR, Heraldo Luis Borges e o procurador do Estado, Dr. Felipe Barreto de Melo. Ao todo, a vistoria do prédio demorou cerca de duas horas, e somente dois pontos reprovaram.
PROBLEMAS
A estrutura onde está a caixa d´água deve ser restaurada, por isso foi solicitado o esvaziamento oda caixa e isolamento da área até que o problema seja solucionado. A SDR se comprometeu em colocar tapumes no local amanhã e o abastecimento de água será feito da rede diretamente da rua. Já a sala de computadores permanecerá interditada até que a SDR apresente o laudo de um engenheiro elétrico comprovando que a rede elétrica tem capacidade para comportar várias máquinas ligadas ao mesmo tempo. Este laudo deve ser apresentado em 15 dias.
Embora não tenha sido incluído em obras pós-interdição, o ginásio ainda não é reformado em função de entraves jurídicos. Inicialmente a magistrada havia solicitado uma perícia no local, mas devido ao alto custo e a urgência do caso, ela optou para uma inspeção judicial com a presença do engenheiro civil da prefeitura. Três engenheiros haviam sido chamados pela justiça anteriormente para realizara vistoria.
O último contratado não havia definido o prazo para emitir o laudo técnico. Como resultado do fim da interdição, os 500 alunos que há quase dois meses estavam sem estudar, voltarão à sala de aula na segunda-feira. De acordo com a Gerência de Educação, os dias sem aulas dos alunos da escola estadual deverão ser recuperados nas férias de inverno, durante o recesso escolar de julho.





