A Secretaria de Segurança Pública de Santa Catarina (SSP/SC) divulgou na última semana um relatório apontando os números criminais das cidades catarinenses. De acordo com os dados, nos dois primeiros meses do ano, Balneário Piçarras é apontando como alvo de 163 ações de furto ou roubo.
A Polícia Militar diz que os números não são aceitáveis e apresenta um segundo gráfico, com números menores do que os apresentados pelo Estado. “Esses números não fazem sentido. Estão totalmente fora da realidade de Balneário Piçarras”, define o tenente da Polícia Militar de Balneário Piçarras, Carlos Alberto Mafra Junior. Segundo o relatório do Estado, em janeiro foram registrados 97 casos, contra 66 em fevereiro. Somados os dias do ano aos casos noticiados, Balneário Piçarras têm, para o Estado, 2,7 casos de furto ou roubo por dia. Os números são rebatidos asperamente pelo tenente. Com um segundo relatório em mãos, ele baixa os números criminais para 37.No mês de janeiro, segundo os Militares, 17 casos foram confirmados e outros 20 em fevereiro.
“Observo que esses números estão mais dentro da realidade, apesar deque sempre haverá uma diferença. Mas não tão grande”, disse Mafra, defendendo os índices menores. Apesar da diferença, os casos de furto e roubo ainda são os que mais somam nos gráficos criminais de Balneário Piçarras, a frente dos homicídios e tráfico de drogas.
Fabiano Fernandes, 24 anos, faz parte dos números. Há três semanas ele teve sua motocicleta furtada e não a recuperou. “Na hora fiquei desesperado. Não sabia o que fazer. Olhei para todos os lados e pensava: só pode ser alguma brincadeira”, contou.
“Realmente os furtos são os casos que mais incomodam”, categoriza Mafra. Em março, por exemplo, os números aumentaram e quase atingiram os registrados em dois meses. “Em março tivemos 29 ocorrências de furto ou roubo”, acrescenta. A prisão de um trio de assaltantes, na semana passada, deve reduzir os números, segundo o tenente. A divergência entre os números deve ser discutida entre o Tenente e o delegado da Polícia Civil, Rodolfo Farah. Casos o erro realmente existe, os Militares deve notificar o Estado e solicitar que tais estatísticas sejam corrigidas. O delegado foi procurado pelo Jornal do Comércio, mas não pode conversar com a reportagem.





