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sexta-feira 10 de julho de 2026

Projeto de lei causa polêmica mas é aprovado

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 A Câmara de Vereadores de Luís Alves foi palco da primeira grande polêmica do ano entre os vereadores, o que definiu o futuro de investimentos no município. A discussão aconteceu porque a Prefeitura apresentou na sessão desta segunda-feira, dia 1º de abril, o Projeto de Lei nº 10/13 que dispõe sobre abertura de Crédito Adicional Especial no valor de até R$240.000,00 destinados a criar a dotação o orçamento municipal para a desapropriação de um terreno na localidade de Alto Máximo.

Segundo o projeto do executivo, a área serviria para a construção de uma Escola de Ensino Fundamental e uma quadra esportiva na localidade e os recursos para a desapropriação e compra do terreno seriam provenientes da anulação da dotação orçamentária da Secretaria de Indústria, Comércio e Turismo para a realização da Festa Nacional da Cachaça. O projeto teve apenas uma votação, com a aprovação por cinco votos a favor e quatro votos contra.

 

DISCUSSÕES

Para os vereadores que votaram a favor do projeto, a questão é simples. Para o vereador Gelásio Schmitt (PSD), do ponto de vista da comunidade, é muito mais importante a construção de salas de aula, do que a realização da Festa da Cachaça, pois os recursos sairão dos que foram disponibilizados para a realização da festa.

Já para o vereador Carlos Roberto Rudolpho (PT) que deu voto contrário ao projeto, a questão não é tão simples como querem afirmar os apoiadores do projeto. “Não votei contra a Educação, contra a construção de escola, como dizem. Nem tem como ser contra. Mas não gosto do modo como foi feita a apresentação do projeto, de última hora, e a falta de esclarecimentos, de uma comissão de avaliação”, destacou o vereador.

“O principal, pra mim, foi retirar dinheiro da secretaria de Turismo, que já não tem quase nada de investimento local. Se não dá pra fazer a Festa da Cachaça este ano, eu até entendo porque o local já não está bom pra sediar o evento. Mas que esse dinheiro seja investido na compra então deum terreno para um Centro de Eventos, que precisamos demais”, lembrou Rudolpho. “Sabemos que a comunidade do Máximo precisa da escola, assim como a creche do Braço Elza. Mas, não dá pra aceitar a apresentação de projetos assim. Se tinham a intenção de comprar esse terreno e construir a escola lá, com projeto já pronto e tudo, porque não colocaram no orçamento do ano passado. Deixaram tudo pra em cima da hora. Isso é fazer a gente engolir o projeto, não discutir e votar”, complementou.

 

PROJETOS

A secretária de Educação de Luís Alves, Sandra Kraisch, se disse surpresa com a votação contra dos quatro vereadores, destacando que não pensaram nas prioridades do município. “Não estamos aqui pra rivalizar nada, mas é uma questão e prioridade hoje. Não podíamos perder um recurso de 1 milhão e 200 mil para um escola para um município pequeno como o nosso”, destacou a secretária.

Segundo ela, a proposta do projeto foi para viabilizar o quanto antes o terreno, já que o dinheiro foi liberado para Luís Alves e o município tem prazo curto para apresentar toda a documentação. A secretária admite que não acompanhou a elaboração da LOA para 2013 por estar afastada para as eleições e não sabe porque os recursos para a compra do terreno não foram previstos. “Mas isso agora não importa, porque as medidas são urgentes e agora o negócio é botar na ponta do lápis as prioridades. A comunidade necessita muito da escola, já que a atual estrutura da escola não é boa e os alunos e professores precisam de um atendimento melhor”, avalia.

Para Sandra, outra grande polêmica na Câmara foi a construção da creche no Braço Elza. Ela destaca que não é verdade que a prefeitura abandonou o projeto, como alguns vereadores disseram na sessão da Câmara. “Não desistimos da creche, pelo contrário. Estamos só esperando abrir o programa de cadastro de creches para fazer a inscrição”, confirma. “O problema é que o processo de legalização do terreno doado por Carlos Muller e a esposa foi moroso. Por isso perdemos o primeiro prazo para apresentar o projeto da creche. Não depende só de nós. O setor público é muito burocrático”, avalia a secretária.

Ela destaca que o projeto da creche está pronto e o terreno está legalizado. Agora é aguardar. “As crianças de 0 a2 anos do bairro são atendidas na creche da Vila do Salto e as crianças de 3 a 5 anos na escola do Braço Elza. Não temos criança fora da creche. Mas é claro que a construção da creche vai trazer muito benefícios, e isso é nosso objetivo”, finalizou a secretária. A prefeitura ainda tem projeto de construir uma escola na Vila do Salto.

 

VOTOS

À favor

Acir José de Freitas – PP

Bertolino Bachmann – PMDB

Gelásio Schmitt – PSD

Pedrinho Carlos Hoffmann – PMDB

Sebastião Pauly – PMDB

Contra

Carlos Roberto Rudolpho – PT

Gilberto Scola – PSDB

Marcos Pedro Veber – PT

Saulo Bras Will – PSDB

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