Para as grandes embarcações, o próximo dia 15 marca o início da safra da tainha, atualmente em seu período de defeso. No entanto, para os pescadores da Colônia de Pescadores Z-26, de Balneário Piçarras, que permanecem no ramo artesanal, a data pouco representa ao cotidiano de se lançar ao mar.
“Nenhum dos nossos pescadores possui licença para pesca industrial, então o começo da safra não tem grande significado”, explica Julio Cesar Teixeira, presidente licenciado da entidade. Segundo os registros da Colônia, os pecadores locais possuem licença que os libera a pescar qualquer espécie durante todo o ano, já que mantêm o cunho artesanal.
Apesar da data pouco significar para mudança do cotidiano pesqueiro da cidade, o safra movimenta alguns apaixonados pela espécie. Há pescadores mais tradicionais que mantém a tradicional da rede de cerco em alto mar e de colocação de redes específicas na orla (colocadas e retiradas em um processo de permanência do pescador no local).
Há também a pesca com tarrafas. Ricardo Moraes, por exemplo, mora em Penha e neste período costuma tarrafear sobre a ponte do Rio Piçarras. “Eu só uso ela (tarrafa) nos períodos da tainha. Mas a cada ano está mais difícil pegar as grandes”, conta enquanto prepara um novo lance.
Logo, o popular ‘lance de sorte’ tem sido cada vez mais raro na região. As grandes embarcações, segundo relatos de pescadores locais, capturam a maioria dos cardumes logo após sua saída da Lagoa dos Patos, no Rio Grande do Sul. Técnicos ligados à Univali monitoraram cardumes, registrando que as tainhas saem de lá e migram para o Nordeste.
Foto por: Felipe Bieging





