A paralisação das obras do molhe de fixação da boca da Barra do Rio Itapocú por falta de recursos e o descrédito por suspeita de desvio de dinheiro público acabaram cancelando qualquer tipo de convênio entre o Governo Federal e a Prefeitura. O convênio do município como o Ministério da Pesca foi oficialmente cancelado.
“Agora somente resta começar do zero e refazer os projetos para solicitar recursos. Os convênios existentes foram cancelados”, ressaltou o prefeito, Claudemir Matias, confirmando o cancelamento. A empresa que havia vencido a licitação aberta pelo Ministério da Pesca era a Catedral Construções Civis Ltda. A obra de dragagem do canal do rio tinha sido orçada aproximadamente em R$ 900 mil.
“O contrato foi extinto. Várias vezes houve renovação do contrato, adiando a execução. Porém o prazo máximo para a realização dos serviços acabou vencendo”, explicou o engenheiro responsável da Catedral, Jorge Gonzales. Outro recurso de R$ 1,49 milhão pedido para o Ministério da Integração para concluir a obra foi cancelado em função de irregularidades no protocolo de solicitação de recursos.
A Prefeitura ainda possui uma dívida com a empresa Baltt Terraplanagem, que construiu o primeiro molhe e parte do segundo. As últimas informações divulgadas apontavam que a prefeitura devia R$ 630 mil para a Baltt.
O ano eleitoral irá inviabilizar a apresentação do projeto. Outro dos grandes prejuízos para os cofres públicos são os investimentos pelo licenciamento ambiental da obra, que é superior a R$ 100 mil e que acabou perdido com o vencimento do prazo em dezembro de 2011.
Foto por: Ezequiel Díaz Savino





