O objetivo de um empresário não pode se limitar ao lucro financeiro pessoal e empresarial. O resultado econômico é, sim, necessário, legítimo e até vital para a sobrevivência da empresa. Contudo, reduzir a atividade empresarial a uma simples máquina de extração de ganhos é apequenar o verdadeiro papel de quem empreende. Tudo porque, o empresário é, antes de tudo, um agente de transformação social.
Toda empresa está inserida em uma área populacional, usufruindo a infraestrutura local, que, em reciprocidade, deve formar mão de obra local, impactar positivamente o meio ambiente, movimentar cadeias produtivas e influenciar a cultura econômica da região. Afinal, o sucesso empresarial depende de um ecossistema coletivo saudável, ou seja, não existe empresa forte em cidade fraca.

Em resumo, a sustentabilidade socioeconômica é compromisso quase “missionário”: compreender que gerar empregos dignos, pagar tributos de forma ética, apoiar iniciativas educacionais, investir em qualificação profissional e preservar recursos naturais são atitudes que fortalecem o ambiente onde o próprio negócio prospera. E isso não é filantropia ingênua; é visão estratégica de longo prazo.
Em resumo, sustentabilidade socioeconômica significa devolver algo ao meio, com “juros e correção monetária”, criando oportunidades onde há carência, estimulando inovação onde existe estagnação e fomentando desenvolvimento onde predomina a dependência.

Assim, empresário que só enxerga do “portão para dentro”, por alegada falta de tempo, sofre de miopia social crônica … ah, e não vale usar o seu tempo ocioso para reclamar da cidade, como que praticando um “home office” da consciência, também, porque a cidade é a plateia que decide se a empresa merece aplausos … ou vaia !!
Por fim, vale lembrar uma das maiores marcas da genialidade de EGGON JOÃO DA SILVA (o “E” da WEG, 1929-2015), a sua fala: “o maior legado de um empresa é gerar riqueza para a sociedade”





