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segunda-feira 20 de maio de 2024


Pesquisadores testam cultivo de robalo em Penha

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Pesquisadores concluíram esta semana a montagem de tanques redes do Projeto Piloto de Engorda de Robalo-flecha, na Praia de Armação, em Penha. A intenção inicial do projeto é verificar o desenvolvimento (crescimento e sobrevivência) do robalo no cultivo, servindo para que os pesquisadores desenvolvam uma tecnologia de cultivo de peixes no mar.
O projeto é pioneiro e idealizado pela EPAGRI/Cedap (Penha), UNIVALI, Associação de Maricultores de Penha, Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e Nicoluzzi Rações LTDA, com o apoio da Secretaria de Agricultura e Pesca de Penha. Os recursos foram aprovados pelo Governo do Estado, através da Fapesc – Fundação de Apoio à Pesquisa Científica do Estado de Santa Catarina.
Segundo o Gilberto Caetano Manzoni, coordenador do Centro Experimental de Maricultura da Univali em Penha e um dos envolvidos na pesquisa, o projeto tem a previsão de duração de 2 anos. “Entretanto, podemos considerar que este será o primeiro projeto, relacionado ao cultivo de peixes marinhos (robalos), de muitos outros que deverão ter continuidade. O importante é que começamos a caminhar , em conjunto com varias instituições e com os maricultores e pescadores”, destaca Manzoni.

Como funcionará
De acordo com Gilberto Manzoni, o funcionamento das pesquisas só acontece pelo envolvimento multi-institucional. A Univali e a Epagri ficarão responsáveis pela manutenção, alimentação e acompanhameto dos experimentos, onde será verificado o desenvolvimento do robalo em duas densidades de cultivo (15 e 5 pxs/m3). Dois maricultores locais, associados à Associação de Maricultores, serão selecionados para ajudar na alimentação dos peixes, cuja ração especial será fornecida pela Rações Nicoluzzi, de Penha. A Universidade Federal de Santa Catarina entrará como parceira do projeto no apoio científico ao projeto, com a participação da rede de piscicultura marinha.
Com relação ao envolvimento direto dos maricultores, Manzoni destaca que o envolvimento neste primeiro momento é pequeno. “Nesta primeira etapa, os dois maricultores ajudarão na alimentação (vigia e manejo) dos peixes. Mas, indiretamente, todos os maricultores serão beneficiados através da transferência (repasse) de tecnologia”, completa. “Antes de repassar os conhecimento do projeto pioneiro, temos que dominar a técnica de cultivar (manejar) os tanques e os peixes no mar. Ou seja, estamos dando um primeiro passo de uma longa caminhada e depois vamos apresentar os resultados À Associação de Maricultores”, afirma Manzoni. Segundo ele, paralelamente deverá ser analisado o custo de produção destes robalos

Benefícios
De acordo com os pesquisadores, como qualquer espécie cultivada, o beneficio do cultivo de robalo é ter uma alternativa de fornecimento de alimento que não dependa da extração (Pesca). “O cultivo garante uma previsão de colheita, enquanto que a pesca nunca é uma coisa certa. Além disso, de maneira geral, a maioria das espécies capturadas (pescadas) já encontra-se sobre-exploradas, com diminuição na captura”, avalia o pesquisador. Manzoni lembra que num futuro bem próximo, dependendo dos resultados da pesquisa e da condição e apoio do financeiro do maricultor ou pescador, muitos poderão virar piscicultor (criador de peixes) no mar.
 

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