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domingo 5 de julho de 2026

Coopermape passa em testes iniciais

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 Os primeiros pré-testes operacionais na reformulada Cooperativa de Maricultores de Penha (Coopermape) foram realizados com êxito. Segundo Gilberto Manzoni, que é professor da Universidade do Vale do Itajaí (Univali) e responsável técnico da unidade, as caldeiras e o sistema de resfriamento se mostraram eficazes. Com isso, a Coopermape enviou na quarta-feira, 31, o pedido oficial ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para reativação do Selo de Inspeção Federal (S.I.F).

“Os pré-testes foram relativamente bons. As caldeiras funcionaram e conseguimos passar o produto de 100 graus para 10 graus de forma correta, assim não há qualquer contaminação na hora de embalar o marisco, a vácuo”, explicou. Pintura interna e externa do prédio, reforma na caldeia e na máquina de gelo foram as principais ações na unidade, além de adequações para melhoramento higiênico. As reformas foram subsidiadas por uma empresa privada de São Paulo, que irá comercializar a maior parte do produto local.

Segundo Manzoni, com o sucesso dos testes, o pedido pela reativação do S.I.F e, consequentemente, a visita de um fiscal federal na Unidade, foi oficialmente feito. “Tínhamos uma visita agendada para o mês passado, mas optamos por realizar os testes antes de oficializar o pedido pela reativação do S.I.F”, salientou, reforçando que o ofício foi enviado no último dia 31. Na edição 1.098, o Jornal do Comércio noticiou o agendamento da visita do fiscal, que acabou adiada.

Com o pedido pela reativação do S.I.F, há ainda um segundo passo a ser articulado pelos maricultores da Coopermape: a revalidação das licenças ambientais junto à Fundação do Meio Ambiente (Fatma). O custo gira em torno de R$ 10.000,00 a R$ 12.000,00, dinheiro que a cooperativa afirma não ter. A Prefeitura de Penha teria assinalado positivamente para um repasse de subvenção ao grupo como forma de auxiliar a classe, mas a informação ainda não foi oficialmente confirmada pela administração municipal.

A Cooperativa também aguarda o desfecho da regularização dos terrenos onde está a unidade, na localidade de Mariscal. Os terrenos estão sendo doados pela Prefeitura. De acordo com a coordenadora de Patrimônio da Prefeitura, Tânia Tomazi Fontana, quatro lotes dos maricultores foram repassados pelo proprietário original para a Prefeitura, que desencadeou o processo de regularização.

“A área veio do loteador para a Prefeitura, e foi da Prefeitura para a cooperativa”, detalha Tânia. A lei de doação foi elaborada pela coordenadoria e aprovada pelo Legislativo de Penha, e a escritura está fase de finalização junto a um cartório de registro de imóveis, faltando apenas uma certidão pendente por parte do cartório. A intenção do Governo Municipal é repassar a documentação no dia da reabertura oficial da unidade de beneficiamento de mariscos.

Atualmente a produção de Penha totaliza entre 2.700 a 3.000 toneladas de mexilhões ao ano. Manzoni ainda frisa que os demais produtores não cooperados poderão também usar a estrutura da cooperativa, porém em menor escala. Penha tem um total de 77 produtores para atingir as quase 3.000 toneladas de mariscos anuais, mas apenas 20 estão integrados à Coopermape.  “Com a reabertura da Cooperativa também poderemos beneficiar maricultores de outra cidade”, salientou o oceanógrafo.

Foto por: Felipe Bieging

REDAÇÃO, JORNAL DO COMÉRCIO
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