“Estamos esperando a aprovação dos rótulos em Brasília”, definiu pesquisador e coordenador do Centro Experimental de Maricultura da Universidade do Vale do Itajaí, Gilberto Manzoni, referindo-se ao único motivo que impede a Cooperativa de Maricultores de Penha (Coopermape) de reativar seus serviços. As reformas e adequações na unidade já foram avalizadas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).
“Com os fiscais está tudo OK, a infraestrutura está aprovada”, completou Gilberto, que representa a Cooperativa também nos assuntos legais. No rótulo enviado para análise federal consta todo o processo de beneficiamento do marisco. “Ou seja, a descrição dos procedimentos que serão realizados com o marisco: desde o controle na área de cultivo, passando pela recepção, limpeza, pré-cozimento, resfriamento, desconche, drenagem na câmara fria, embalagem e expedição do produto”, detalhou.
O criterioso detalhamento se dá em virtude de que em todas as etapas é necessário registro dos controles que são feitos para evitar contaminação. Isso porque a cooperativa possui o Selo de Inspeção Federal (S.I.F) e que permitirá ao produto de Penha ser comercializado em todo o território nacional.
A licença ambiental também já está liberada. O documento expedido no dia 28 de setembro pela Fundação do Meio Ambiente do Estado (Fatma) teve um custo para Coopermape de R$ 19.800,00. “O maricultor precisa saber que ter o marisco certificado é a grande chance de qualificar seu produto e agregar valor”, citou o secretário de Agricultura e Pesca de Penha, Luiz Fernando Vailatti, o Ferrão, lembrando que a forma como o produto é comercializado atualmente na cidade está irregular.
Fechada há alguns anos, a Coopermape foi reestruturada por uma empresa de São Paulo, que custeou as reformas no prédio. A unidade de beneficiamento também ganhou melhorias, materiais de trabalho e novos equipamentos, além de pintura e readequação dos locais de processamento de mexilhão. “A parceria será positiva em todos os aspectos, pois além de termos o local adequado e com higiene total para beneficiar o produto, vamos entrar em São Paulo, o principal mercado consumidor do País”, complementa Gilberto. “Também queremos, num segundo momento, efetuar o congelamento aqui mesmo na cooperativa”, finalizou.
Atualmente Penha produz 1.132 mil tonelada ao ano em 63 hectares distribuídos em onze áreas de sua costa. Com a reativação da Cooperativa e também pelo trabalho de demarcação das áreas de cultivo – que deve começar em algumas semanas – a produção de Penha poderá voltar a casa de 3 mil toneladas anuais. Na próxima semana, inclusive, representantes de Penha estão em Florianópolis para discutir a demarcação marinha.
Foto por: Felipe Bieging





