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quinta-feira 9 de julho de 2026

Maricultores fazem pressão para que Estado demarque parques este ano

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A demarcação dos parques de cultivo e o afastamento da produção de mariscos de Penha corre o risco de acontecer somente em 2017. Após convênio assinado pelo Governo do Estado há dois meses, ainda não há prazo para início dos trabalhos e autoridades municipais ligadas ao setor alertam sobre a necessidade de acontecerem ainda este ano, antes do plantio da nova safra.

“Estamos preocupados com o futuro, pois se os parques do município não forem demarcados até o final do ano, somente será feito esse reordenamento dos produtores no ano de 2017. Por isso pedimos atenção e respeito do Estado, principalmente porque somos o único município do Estado que possui uma unidade com Selo de Inspeção Federal. Penha é exemplo no País e não podemos perder mais espaço por falta de atitudes mais contundentes”, definiu o secretário municipal de Agricultura e Pesca de Penha, Luiz Fernando Vailatti, o Ferrão.

Na terça-feira, 10, Ferrão – junto de Gilberto Manzoni (professor da Univali e responsável técnico da unidade de beneficiamento de moluscos de Penha), Giovane Dias (presidente da associação de Maricultores) e João Cunha maricultor cooperado – estiveram na Secretaria de Estado de Agricultura e Pesca para tentar conscientizar os responsáveis pelo projeto a iniciar os trabalhos até o final do ano.

“Nosso intuito foi conscientizar o Governo do Estado para iniciar esse processo ainda este ano. Estamos quase nos aproximando do período de plantio e se isso ocorrer antes da demarcação, o trabalho será adiado em um ano, afinal, o maricultor não poder ser prejudicado”, resumiu o secretário municipal. A conversa foi diretamente com o secretário de Estado, Moacir Sopelsa, e o diretor de Política da Agricultura Familiar e da Pesca, Hilário Gottselig, que não informaram a previsão de começo.

O trabalho vai organizar e afastar a produção de Penha, aumentando as toneladas e melhorando a qualidade do marisco de Penha. Com a demarcação através de boias na cor laranja e o afastamento das fazendas marinhas, a expectativa é de que a produção de Penha volta a casa das três mil toneladas anuais. “Não teremos a maior produção do Estado, mas certamente nosso produto terá uma qualidade acima dos demais, por estaremos em um mar mais aberto e puro”, explica o professor da Univali, Gilberto Manzoni.

Segundo a Epagri, em 2014, Penha produziu 1.132 tonelada, contra 1.750 tonelada em 2013 e 2.930 toneladas em 2012, quando a cidade ficava atrás somente de Palhoça, que produzia 13.753 toneladas. Entre 2013 e 2014, a queda foi de 35%, índice que se eleva para 61% se for comparado com 2012. A produção de Penha provém de 63 hectares distribuídos em onze áreas de sua costa. “Nosso município teve uma queda de 60% na produção em função do processo de reordenamento. Esse novo trabalho é crucial para nossa evolução”, finalizou o secretário. As boias fazem o papel do muro que separa uma propriedade da outra.

Além da demarcação, a produção de mariscos de Penha será alocada mais distante da Costa, o que segundo técnicos da área, promoverá uma melhora na qualidade do produto.  Com as fazendas marinhas regularizadas, os maricultores também terão mais facilidade em acessar políticas públicas e financiamentos bancários.
 

Foto por: Felipe Bieging

REDAÇÃO, JORNAL DO COMÉRCIO
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