27 C
Piçarras
segunda-feira 26 de fevereiro de 2024


Preço da cesta básica tem alta de 2,59%, aponta pesquisa da Univali

Ouça a Matéria

Depois de quatro quedas consecutivas, a cesta básica de Itajaí apresentou em novembro alta em seu preço. O custo com os alimentos básicos que compõem o painel de 13 produtos subiu 2,59% em relação ao mês anterior, passando de R$ 381,36 em outubro para R$ 391,25 em novembro. Os dados são do Projeto Cesta Básica Alimentar da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), que elabora o indicador mensal com monitoramento da Uni Júnior. A pesquisa foi feita em nove supermercados de Itajaí, nos dias 29 e 30 de novembro.

Os itens contribuíram para esta elevação do custo total da cesta básica foram: a carne (7,28%); a batata (2,45%); o pão francês (2,14%); o óleo de soja (1,63%); a banana branca (1,21%); o arroz e a farinha de trigo (ambos com 1,09%). A manteiga não teve alteração de preço, mas apesar da alta geral outros cinco produtos tiveram redução em seus preços: o leite longa vida (7%); o tomate (1,49%); o café em pó (1,30%); o feijão preto (0,96%) e o açúcar (0,57%).

De acordo com os pesquisadores, os dados de novembro revelam uma certa estabilidade nos preços, pequenas oscilações, com exceção da carne, que desde meados do mês de novembro apresentou uma expressiva alta, o que contribuiu bastante para o aumento total. Eles ressaltam que o clima foi um aliado importante, mantendo um nível satisfatório de oferta, principalmente os in natura, e que a alta no custo da farinha de trigo e de seu subproduto – o pão – assim como no óleo de soja, devem-se ao comportamento do dólar, que oscilou em alta no mês de novembro.

O professor Jairo Romeu Ferracioli, economista e docente responsável pelo projeto, afirma que para os próximos meses os preços dependerão das condições climáticas, do preço dos combustíveis (petróleo e álcool), da variação cambial e do custo da energia elétrica. “No caso dos combustíveis as altas no final de novembro começam a impactar nos preços em dezembro. Em relação ao dólar, a calmaria de outubro deu lugar a movimentos especulativos bastantes preocupantes, impactando sobre o preço dos combustíveis e, por consequência, impactará sobre o transporte de produtos básicos, bem como no preço das commodities internacionais, como o açúcar, a soja, a farinha de trigo e a carne”, comenta.

Comparativos

No ano, somente o tomate (1,49%), a batata (31,12%) e o café (2,77%) estão mais baratos. Na outra ponta, o leite LV (30,59%), o arroz (34,14%) e a farinha de trigo (26,82%) apresentam as maiores altas. Comparando os preços dos produtos de novembro deste ano com o mesmo período de 2018, o principal destaque é a banana que aumentou 42,25%. Já o tomate é o produto que mais caiu, em 46,77%.

Poder de compra do trabalhador

Com essa elevação registrada em novembro piora o poder de compra do trabalhador assalariado. O custo da cesta básica sobre o salário mínimo passou 38,21% em outubro para 41% em novembro, acima do custo de referência de 33,34%. Em termos de horas de trabalho para aquisição da cesta são necessárias 90 horas e 14 minutos de um total de 220 horas mensais.

REDAÇÃO, JORNAL DO COMÉRCIO
REDAÇÃO, JORNAL DO COMÉRCIO
Desde 1989 informando a comunidade. Edição impressa semanal sempre aos sábados.

Confira também
as seguintes matérias recomendads para você