O mês de setembro começou com uma boa notícia para a maricultura catarinense – apesar das constantes interdições motivadas pelo surgimento de toxina diarreica acima dos limites permitidos. A Cooperativa de Maricultores de Penha (Coopermape) acabou de ser reaberta e com o Selo de Inspeção Federal (S.I.F), permitindo que o mexilhão seja beneficiado e comercializado em todo território nacional.
“Atende todo o Brasil, pois tem o Selo de Inspeção Federal e pode comercializar em qualquer região. Isso é fundamental para formalizar a cadeia produtiva porque não pode vender marisco desconchado sem um serviço de inspeção”, enaltece o responsável técnico dos maricultores, Gilberto Manzoni. A reabertura da unidade é fruto de uma parceria com a iniciativa privada.
“Estabeleceu-se uma parceria comercial. A unidade é nossa, mas o parceiro comercial deu uma reformada nela, corrigiu algumas deficiências junto ao serviço de inspeção federal e a partir daí ele toca o empreendimento de maneira comercial”, detalha Gilberto, reforçando a liberação da unidade pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Cerca de 400 quilos de mexilhões conseguem efetivamente beneficiados.
Como a retirada do produto do mar de Penha não possui o aval sanitário para ser retirado neste momento, a Coopermape vem trabalhando com o produto de Palhoça. “Agora, os maricultores de Penha têm um local adequado para colocar seu produto. O compromisso primeiro é pegar o produto de Penha”, finaliza o professor. Atualmente Penha produz cerca 1.132 mil tonelada ao ano em 57 áreas de sua costa.
Foto por: Felipe Franco





