Produtores da Associação dos Produtores de Cachaça Artesanal de Luiz Alves (APCALA) e da Associação dos Bananicultores de Luiz Alves (ABLA) se reuniram com o Sebrae para discussão dos documentos que compõe o dossiê do pedido de registro de Indicação Geográfica (IG) da banana e da cachaça. O grupo ainda debateu sobre os ajustes finais para obtenção dos selos de indicação.
A Indicação Geográfica (IG) é como se convenciona chamar a identificação de um produto ou serviço como originário de um local, região ou país, quando determinada reputação, característica e/ou qualidade possam lhe ser vinculadas. Ou seja: Banana de Luiz Alves e Cachaça de Luiz Alves. A ação fortalece os produtores, o associativismo e previne e pirataria no comércio.
“Aprovamos o caderno de especificação técnica onde são estabelecidas regras de produção de cachaça que irá receber o selo da denominação de origem da cachaça e aguardente de Luiz Alves. Também aprovamos as regras de produção da banana da região de Luiz Alves, que também compreende demais Municípios ao entorno”, detalhou o consultor do Sebrae, Rogério Ern.
Rogério também apresentou as pesquisas realizadas nas leveduras naturais das cachaças luizalvenses, feitas pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O documento aponta Luiz Alves como a Capital Catarinense da Cachaça, com produção artesanal, identidades e variedades coloniais com características únicas e ligadas à região, necessárias para a IG. Já com a ABLA, ele discutiu as regras da produção da fruta no município e a mudança que o selo de indicação geográfica trará para Luiz Alves.
Para o gerente Regional do Sebrae da Foz, Alcides Sgrott Filho, o selo de Indicação Geográfica reconhecerá os produtos de qualidade da região. “A parceria entre Sebrae, Prefeitura Municipal e Associação da Cachaça e da Banana é muito importante para continuar fortalecendo o setor agropecuário, ampliar a divulgação dos produtos e incentivar o empresário mostrando que o produto dele é referencial nacional. Com o selo, Luiz Alves receberá mais turistas e movimentar ainda mais a economia local”.
Para o secretário de Agricultura e Meio Ambiente de Luiz Alves, Ronivandro Edson Piccini, o principal objetivo do pedido de indicação geográfica é acabar com a pirataria da bebida e diferenciar a banana no mercado. “Queríamos uma ferramenta que os produtores pudessem usar para vender como produto original de Luiz Alves. Com o selo, os produtores terão uma ótima oportunidade de ampliar os negócios com um produto único e assim fortalecer o turismo com a Rota da Cachaça no Município e vender a banana com qualidade luizalvense”.
A Prefeitura de Luiz Alves investiu cerca de R$ 150 mil no projeto, mesma quantia aportada pelo Sebrae para execução do processo de requerimento da IG que será encaminhado para o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). “A IG veio para valorizar ainda mais o nosso principal produto turístico, que á a cachaça. O turista sabe que ao visitar Luiz Alves, vai encontrar produtos certificados e o selo vem para conferir essa qualidade fora dos limites do Município, onde o consumidor ao adquirir um produto com selo de Indicação Geográfica terá certeza da procedência da bebida luizalvense”, comenta a secretária de Turismo e Desenvolvimento Econômico de Luiz Alves, Priscilla Erbs de Freitas.





