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domingo 19 de julho de 2026

Relatório anual aponta Penha como a segunda maior produtora de mariscos em nível nacional

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O Ministério da Pesca e Aquicultura publicou neste mês o boletim com os números oficiais da produção nacional, em águas da União, de peixes, moluscos bivalves (ostra e marisco) e macroalgas ao longo de 2023. Os dados revelam que Penha é a segunda maior produtora de mariscos de Santa Catarina e do Brasil, com uma produção anual que ultrapassa as mil toneladas.

O boletim aponta que as 46 cessões produtivas espalhadas ao longo da costa de Penha produziram 1.021,00 toneladas de marisco no último ano. “Penha é o segundo maior produtor de mariscos do Estado e Brasil, consolidando a produção local como uma grande força econômica”, enaltece o oceanógrafo com mestrado e doutorado em aquicultura, professor Gilberto Manzoni.

FOTO, FELIPE FRANCO / JC

“Penha é o segundo maior produtor de mariscos do Estado e Brasil, consolidando a produção local como uma grande força econômica”

“O que é importante também, que destaca, mais uma vez, consolidando a produção de Santa Catarina na produção de moluscos do Brasil”, complementa Manzoni. No cenário da produção de mariscos, Palhoça lidera com 1.884,90 toneladas ao ano. Bombinhas (862,1 toneladas), Florianópolis (702,7 toneladas), Governador Celso Ramos (430,8 toneladas), São Francisco do Sul (276,5 toneladas), São José (85 toneladas) e Porto Belo (10 toneladas) completam a cadeia produtiva de Santa Catarina.

Em Penha também há a produção da macroalga Kappaphycus alvarezii, que atingiu, oficialmente, 30 toneladas em 2023 – a quarta maior produção catarinense. Florianópolis (276,5 toneladas), Palhoça (181,8 toneladas) e Bombinhas (43 toneladas) lideram. As 1.051,00 toneladas produzidas em Penha (marisco e macroalga) geraram diretamente 104 postos de trabalho.

“Sobre produção de macroalgas em nossas águas é importante prestarmos atenção que a algicultura tem se revelado como uma alternativa de desenvolvimento sustentável dentro da maricultura, por se caracterizar como uma atividade de ciclo rápido e que pode contribuir de forma significativa para melhorar a condição socioeconômica crítica enfrentada por comunidades pesqueiras e litorâneas”, destacou o ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula, no boletim.

A produção catarinense em 2023 fechou com 5.273,15 toneladas de mariscos, 1.706,51 toneladas de ostras do pacífico, 25,28 toneladas de ostras nativas, 0,17 tonelada de vieira e 536,42 toneladas de Kappaphycus alvarezii. “Estes valores colocam Santa Catarina no topo da produção da maricultura do Brasil, graças aos trabalhos em parceria entre o Governo do Estado, universidades e principalmente aos catarinas que meteram a mão na água e transforam a maricultura numa realidade, que proporciona trabalho e renda para as comunidades onde a atividade é desenvolvida”, enaltece Manzoni.

Para garantir a qualidade do marisco e ostra cultivados na costa catarinense, a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) mantém monitoramento semanal com análises laboratoriais da água e dos moluscos. “Isso comprova que os moluscos cultivados em Santa Catarina são monitorados, garantindo assim uma segurança para os consumidores”, finaliza Manzoni.

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