Itajaí, Navegantes, Penha e Balneário Piçarras já respondem por cerca de 9% do PIB da construção civil de Santa Catarina. Juntas, as quatro cidades somam R$ 1,71 bilhão no PIB do setor e tiveram valorização imobiliária de até 87% entre 2021 e 2026. Os números fazem parte de um levantamento elaborado pelo Observatório FIESC, a pedido do Sinduscon da Foz do Rio Itajaí, e de dados da BRAIN Inteligência Estratégica.
Somente em Itajaí, o número de empreendimentos iniciados passou de 78, em 2010, para 246, em 2025. No mesmo período, a área total das obras iniciadas saltou de 52,7 mil para 1,94 milhão de metros quadrados, um volume quase 37 vezes maior. A área média por obra também aumentou de 676 para aproximadamente 7.900 metros quadrados, tornando-se quase 12 vezes maior em 15 anos.
Para o presidente do Sinduscon da Foz do Rio Itajaí, Eduardo Agostini, os números mostram que a construção civil acompanha a evolução econômica da região e a crescente demanda por moradia, infraestrutura e investimentos.
“Estamos falando de empreendimentos maiores, que exigem projetos, tecnologias e estruturas cada vez mais complexas. A construção acompanha o crescimento da economia, da população e da qualidade de vida das cidades. É um setor que cresce porque a região continua atraindo pessoas para morar, trabalhar e investir”, pontua.

Atualmente, Itajaí contabiliza 1.072 obras em andamento, liderando o ranking regional e consolidando-se como principal polo da construção civil entre os municípios da base territorial do Sinduscon. Navegantes concentra 562, Balneário Piçarras 498 e Penha, 260.
Considerando a média simples das taxas de crescimento do PIB da construção civil de Itajaí, Navegantes, Penha e Balneário Piçarras desde 2007, o resultado é de 12% ao ano, indicando um ciclo regional de expansão.
O crescimento da construção civil ocorre em uma economia diversificada. Enquanto em algumas cidades litorâneas vizinhas a construção civil representa uma parcela significativa da atividade econômica, em Itajaí o setor responde por aproximadamente 1,3% do PIB municipal. Para o Sinduscon, isso demonstra que o crescimento imobiliário ocorre sobre uma base econômica sólida, formada pelos setores portuário, industrial, logístico, comercial e de serviços.
Esse dinamismo também se reflete no mercado imobiliário. Dados da BRAIN Inteligência Estratégica mostram que, entre 2021 e 2026, o preço médio do metro quadrado dos apartamentos aumentou 72,6% em Itajaí, 87,2% em Navegantes, 61,7% em Penha e 61,2% em Balneário Piçarras. Na Praia Brava, em Itajaí, o valor médio chegou a R$ 30,7 mil por metro quadrado em 2026, o maior entre os mercados analisados.
Para o Sinduscon da Foz do Rio Itajaí, os dados confirmam uma transformação estrutural da construção civil regional. Mais do que ampliar o número de empreendimentos, o setor ganhou escala, complexidade e relevância econômica, consolidando a região como uma das mais dinâmicas do Estado.




