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quinta-feira 18 de julho de 2024


?Olhar de Perto? define vencedores

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Já foram definidos os alunos vencedores do 5º Concurso de Redação e Cartazes do Projeto Olhar de Perto, projeto desenvolvido em Balneário Piçarras para prevenção ao uso de drogas. Foram inscritas 92 redações e 94 cartazes para o concurso, sendo escolhidos os três melhores em cada categoria. A premiação acontecerá na próxima quarta-feira, dia 9 de novembro, às 9 horas, no Sítio Caminho Novo, comunidade terapêutica no interior do município.
Alunos de 7ª e 8ª séries das escolas municipais de Balneário Piçarras participaram do projeto este ano, com visitas quinzenais ao sítio de recuperação, discussões em sala de aula sobre o tema e palestras em escolas para alunos de várias turma de séries finais do Ensino Fudamental. Segundo o presidente da Associação Terapêutica Sítio Caminho Novo, Gilberto Cardozo, depois dessas visitas e discussões, os alunos inscreveram seus projetos no concurso com o tema “Meu mundo e as drogas”. De acordo com ele, o projeto é desenvolvido no município desde 2004 e vem colhendo frutos de um trabalho de prevenção nas escolas. “Temos que destacar também que o Olhar de Perto surgiu para ser um complemento do Proerd, que trabalha com alunos dos 5º anos. Depois de aprender com o Proerd sobre as drogas, seus malefícios e como dizer não, os estudantes por vários anos participariam das visitas ao Sítio e veriam as conseqüências de quem disse sim às drogas e agora sofre para largá-las”, destaca Gilberto.
Um dos coordenadores do Olhar de Perto, Gilberto lembra que as visitas do projeto são acompanhadas por um psicólogo do sítio, que orienta os internos sobre os depoimentos e contato com os alunos, além dos professores das escolas. “Temos tido uma participação muito boa das escolas nesses anos de Projeto. É um benefício não só para os alunos das escolas, que vêem de perto as dificuldades de largar a droga, mas também para os nossos internos que chamamos de alunos, porque se sentem úteis para ajudar os jovens a não entrarem pelo mesmo caminho que entraram”, complementa.
Gilberto Cardozo destaca ainda a importância das parcerias para a realização do Projeto. “Precisamos valorizar muito essas parcerias, porque são elas que fazem com que o projeto seja desenvolvido e ganhe respaldo na comunidade. Por isso, agradecemos muito as parcerias da diretoria de Assuntos Anti-drogas do Conseg 153, que criou o projeto em 2004, além das parcerias com a Secretaria da Educação da Prefeitura de Balneário Piçarras, com a Natubrás Pescados, com o Parque Beto Carrero World e com a Challenge School”, lembrou Gilberto.
 

PREMIADOS
Redação
1º lugar – Maikelle Cristina Alves Ortiz – 8ª série, Escola Prof. Felicidade Pinto Figueredo
2º lugar – Jean Carlos de Freitas Júnior – 7ª série, CIEF
3º lugar – Thalia Mello – 8ª série, Escola Monteiro Lobato
Menção Honrosa – Maikelle Cristina Ortiz – Escola Felicidade Pinto Figueredo, pela apresentação extra do texto “O que é ser pai e mãe”

Cartazes
1º lugar – Monalisa Galvão Costa – 8ª série – CIEF
2º lugar – Andrieiny Amanda de S. Ferreira – 7ª série – Escola Monteiro Lobato
3º lugar – Luiz Carlos de Borba – 7ª série – Escola Monteiro Lobato
Menção Honrosa – Larissa Renata Silva – 7ª série – Escola de São Brás pelo cartaz apresentado
 

‘Meu mundo e as drogas’
por Maikelle Ortiz
Conheci o Sítio Caminho Novo através do meu vizinho. Cresci convivendo com aquele cheiro que chegava a me deixar tonta e com a frequência de discussões e brigas entre oficiais e marginais, tentando entender o que havia acontecido para chegar aquele ponto e onde iria acabar tudo aquilo.
Depois de uma semana sem o ver, viera a notícia de que, depois de uma noite detido por tráfico, ele decidiu por livre e espontânea vontade, começar a recuperação daquele vicio tão terrível. Então, pude entender o que meus pais tanto tentavam e continuam tentando fazer pra me proteger: tirar das drogas. Explicavam que quem entra nesse túnel escuro, só poderia sair por dois lugares: morte e recuperação. Mas infelizmente nem todos os dependentes se recuperam.
Meu vizinho se tornou exceção e espelho para muitos jovens, inclusive pra mim. Hoje ele trabalha e ganha a vida honestamente. Claro que as marcas do seu passado não se apagaram completamente, ainda existe o medo, a insegurança, desconfiança e preconceito, mas não é pelo fato dele ter passado por um centro de reabilitação, que não merece ter sua dignidade e por isso não ser considerado um cidadão.
Esse é o erro das pessoas, acharem que por não terem passado pelo mesmo problema são diferentes ou até melhores, só que não é bem assim. Todos temos erros e acertos, só que a diferença vem quando buscamos nos redimir e assim poder acertar.
Essa última visita que fiz ao Sítio, me deu o entendimento de que qualquer um , seja amigo, irmão, primo, pais, mãe, enfim, qualquer um poderia passar por isso. Então, é importante saber lidar com a situação e não desmerecer um cidadão que passou por isso.
 

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