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sexta-feira 26 de junho de 2026

Alunos do Alexandre fazem paralisação

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Vestidos de preto, alunos da Escola de Educação Básica Alexandre Guilherme Figueredo cruzaram os braços na manhã de segunda-feira, 26. A paralisação serviu para que os estudantes manifestassem seu descontentamento com o atraso das obras de reforma da instituição e os problemas que a situação acaba acarretando no rendimento escolar.
“As obras não estão dentro do prazo. A escola está muito bagunçada e isso interfere dentro das salas de aula”, conta a aluna, Camila Panariello, uma das organizadoras da paralisação que durou toda a manhã.  As obras acontecem desde o final de 2010 e com prazo de conclusão previsto até novembro passado. Contudo, houve atrasos e a obra segue longe do fim.
Para o grupo que participou da paralisação, durante o verão – além dos ruídos provocados pelos martelos, serras e betoneiras – o calor foi um dos motivos que mais indignaram os alunos. “As salas estão muito precárias e no verão o calor era insuportável”, lembra Roberta Machado Colonnesi. De acordo com a direção da escola, através da atual reforma, todas as salas terão sistema de climatização.
Luana Fávaro disse ainda que a manifestação teve o intuito de solicitar a construção do ginásio de esportes. “Hoje as aulas acontecem sob o sol ou chuva. Não é motivador praticar esportes nestas condições e com materiais ainda mais precários”, denuncia. Recentemente um grupo de alunos entregou um abaixo assinado ao secretário de educação do Estado, fazendo a mesma solicitação.
O então secretário, Marco Tebaldi, disse que analisaria o pedido, somente. O ginásio da escola começou a ser construído em 1997, e ficou paralisado por cinco anos. A construção foi recomeçada em 2002, mas apresentou problemas de engenharia e teve de ser demolido, isso em dezembro de 2002. Do projeto original, restou apenas a quadra de cimento, que segundo a direção, também irá passar por reformas.
Durante a paralisação de segunda-feira, os alunos iniciaram um novo abaixo-assinado, focado na construção da estrutura de esportes. O documento vai percorrer a comunidade e será encaminho ao Ministério Público, que deve cobrar o Estado e investigar a aplicação de investimentos do ginásio que desabou, em 2002.
“A comunidade tem a impressão que a escola está boa somente porque os alunos passam de ano. Mas essa não é uma verdade”, analisa a aluna Camila. Para a o jovem Luana, a situação estrutural e a greve dos professores, em 2011, prejudicou o ano letivo e muitos alunos deveriam ter sido reprovados. “Eles aprovam todo mundo porque somos dados estatísticos. Eles querem mostrar, em números, que o Brasil está evoluindo na educação”, finaliza.

Direção apoia, mas
pede organização
A assessora de direção, Cláudia Vizone, disse que a Escola apoia o manifesto pacífico dos estudantes. “Oferecemos uma caixa de som para que eles manifestassem sua opinião e chamassem a imprensa. Mas tudo dentro da Escola”, conta. “Eles se recusaram a entrar nas salas e isso gerou um problema com os alunos menores”, acrescenta.
O Conselho Tutelar da cidade foi acionado para controlar a situação de crianças que acabaram indo embora da escola. As aulas do período vespertino e noturno aconteceram normalmente, segundo a direção.

SDR tenta barrar protesto
A gerente de Educação da Secretaria de Desenvolvimento Regional (SDR), Clenira Pivatto, disse que observa a paralisação como uma ação sem fundamento. Ela disse que a escola já passa por reformas e por isso não há motivos para reclamação.
Clenira disse ainda que o ato foi articulado por professores, questionando o senso crítico dos estudantes piçarrenses. Estes, por sua vez, citaram que a paralisação foi articulada por eles e sem o envolvimento de professores.
A SDR ainda estipulou um prazo de 45 dias para que as salas de aula fiquem prontas. Entretanto, não informou uma data para o término das obras.
 

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