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sexta-feira 26 de junho de 2026

APP de escola em BV pede melhorias urgentes

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Depois de ser avaliada pela Gerência da Educação da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional de  Joinville como uma das instituições educativas em pior situação estrutural, a Escola Estadual David Pedro Espíndola pediu com urgência através da Associação de Pais e Professores (APP) a construção de um novo prédio para atender o aumento da demanda de alunos junto com as deficiências estruturais.
O levantamento produzido pelo Estado apontou somente alguns dos problemas da escola, cujo informe completo foi levado mês passado para a gerente da Educação, Clarice Portella de Lima. No documento, aparece a situação irregular do terreno onde a escola se encontra, a falta de sistema de segurança contra incêndios, situação crítica do Ginásio de Esportes que está rachando e teve a cobertura levantada por um vendaval, além da estrutura prejudicada do telhado e a falta de espaço para alunos e professores.
Numa reunião promovida no dia 02 de agosto com o engenheiro e gerente de Infraestrutura da SDR, Fabiano Lopes de Souza, foram ouvidos os pedidos de ações urgentes para a escola com o objetivo de garantir maior segurança aos alunos e professores.
Um dos principais problemas para conseguir uma nova escola para o bairro é a situação jurídica irregular do terreno, que ainda pertence à empresa MC Empreendimentos Imobiliários. “Não é viável a construção de uma nova escola num terreno cuja propriedade não seja do Estado”, explicou a diretora. Como requisito para iniciar os procedimentos de viabilidade desta obra, também seria necessário que parte do terreno da escola que foi doado pelo município ao Estado seja regularizado.  Esta área que está constituída pela área B do Loteamento Jardim Vista Verde no registro de imóveis de Piçarras é donde desde 1986 funciona a escola e o ginásio de esportes Vereador Joçao Luzia Duarte Ribeiro.
Também é necessária a construção de uma calçada de 1.184 metros quadrados sobre a rua José Nazário Luis (frente à escola), na Rua José Raimundo Ramos, na lateral Sul, e na Rua Francisco Paula Correa (lateral norte).
A diretora destacou que a escola foi criada sem seguir nenhum projeto específico e muitas das dependências estão desmembradas do prédio principal, feitas sem planejamento. Foram contabilizados oito construções do tipo “puxadinho” que funcionam como sala dos ATP´s, sala das assessoras, arquivo morto, depósito de material didático, depósito de alimentos, laboratório, bebedouro e depósito de equipamentos. “Esses ambientes apresentam baixa altura, muita umidade, pouca ventilação, iluminação deficiente e espaço insuficiente para atender as necessidades”, comentou a diretora.
O prédio também não possui alvará de funcionamento dos Bombeiros Militares já que não possui nenhum sistema de prevenção de incêndios. A unidade escolar recebe todos os dias 850 alunos, porém não possui nem extintor, nem hidrante.
Outro dos levantamentos informou que o sistema elétrico é deficiente, com pouca iluminação nas salas e instabilidade da rede. É comum a queda de energia quando os condicionadores de ar são acionados.
Os professores e funcionários também reclamaram que para atender uma média de 50 trabalhadores da educação existem somente dois banheiros.
A sala de vídeo e a biblioteca são salas adaptadas sem espaço suficiente nem estrutura para funcionar. Na sala de informática, que começou com 10 computadores, hoje teve um aumento considerável do equipamento, entanto o espaço físico é insuficiente para permitir aprendizado com conforto.
No documento relatado pela Equipe de Fiscalização da Alimentação Escolar de Florianópolis, a cozinha da escola é pequena e se encontra em péssimo estado de conservação, com paredes com umidade e sem um abrigo externo para o botijão de gás.
A área coberta da escola, que é utilizada no recreio como refeitório possui sua estrutura comprometida, com madeiras com cupim e infiltrações, representando o risco para os funcionários.
O estado dos banheiros masculino e feminino também está comprometido, com goteiras, pouca ventilação, forte odores, válvulas, torneiras e sifões danificados.

Ginásio
sem ginástica
O ginásio de esportes da escola, que foi inaugurado em 2006, está atualmente com 50% de suas telhas furadas e ainda algumas estão faltando depois de um vendaval em 2008. “Quando chove o ginásio fica impossível de ser usado. Uma das paredes estruturais está cedendo, com alguns milímetros de comprometimento. O banheiro feminino e a cantina estão servindo de depósito. Até a tabela de basquete teve que ser retirada porque estava caindo e não tem mais rede de proteção das arquibancadas. Também não há sistema contra incêndios”, encerrou a diretora.
Entre os requerimentos para garantir a inclusão das pessoas ao prédio ainda falta a construção de rampas e acesso para deficientes físicos, recuperação dos muros externos, construção de mais salas de aula e uma sala multiuso.
O relatório foi assinado pela presidente da APP, Maria Rosalina da Silva, a diretora Elizabeth Giuradelli e a representante do Conselho Deliberativo, Mara Moura.
 

Foto por: Ezequiel Díaz Savino

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