A Escola Especial Henny Coelho, a APAE de Penha, realizou ao longo de terça-feira, 30, um evento que reuniu nove instituições da região para um dia de “Arte e Movimento”. Pouco mais de 160 alunos estiveram envolvidos em atividades de puro estimulo à espontaneidade pessoal em ações meramente recreativas. “Cada aluno precisa usar somente sua imaginação”, definiu a diretora da Apae, Emidia Graboski, referindo-se à atividades produzidas na área artística e que focavam na reciclagem de materiais para produção de brinquedos. “É um evento que une a arte e a educação física, fazendo com que eles liberem quem realmente são”, acrescenta a professora de Artes, Silvilene Macedo.
Além do estímulo à criatividade livre, o intuito do trabalho foi mostrara os alunos a importância da reciclagem. “Mostrar a eles que é possível produzir brinquedos a partir da reciclagem. Somente Mais de 160 alunos de nove instituições da região participaram do evento na Apae de Penha com criatividade e pequenos detalhes”, conta Silvilene. Carrinhos, aranhas, jogos da velha, entre outros, foram produzidos e ficaram expostos durante o evento, que é realizado de dois em dois meses, em sedes diferentes. Na outra vertente do episódio, o movimento, o professor de educação física, Marcelo Albuquerque, ressalta que nem só de exercícios vive a disciplina em meio à educação especial. “Em um simples passeio à praia é possível explicar sobrea posição do sol, oscilações da maré, clima, enfim, utilizar as informações que cercam a atividade e transmitir a eles (alunos)”, define.
Além das atividades em campo, os alunos envolvidos no projeto participaram de ações envolvendo a música e a psicomotricidade. “O trabalho de hoje é como a arte: hoje é só lazer, sem competição”, relata a coordenadora regional de educação física, Kelly Rafaele dos Santos. Isso porque, a APAE possui ações específicas de estímulo à competições, por meio de suas olimpíadas. Todo o trabalho realizado no evento é adequado ao estilo dos alunos que estão inclusos, já que nem todos podem participar.
No próximo encontro, por exemplo, – que acontece no mês de junho, em Itapema – um novo grupo de alunos será formado para trabalhar com pintura em madeira e brincar no futebol de sabão. Na região há cerca de dois mil alunos especiais. “Depois de Deus, na Apae vem os professores”, finaliza a anfitriã do evento, presidente Henny Coelho.





