“Há dois meses a empresa simplesmente juntou suas coisas e foi embora”, afirma o professor de educação física e vereador por Balneário Piçarras, Oswaldo Moreira Junior (PT). Sua citação é alusiva à obra de construção da quadra coberta da Escola de Educação Básica Alexandre Guilherme Figueredo, que estava prevista para ser inaugurada em 16 de maio deste ano. Governo do Estado não se manifesta.
A situação de paralisação preocupa alunos, pais e autoridades. Sem isolamento, toda a estrutura está exposta e, para Oswaldo, coloca em risco a integridade dos alunos. “Olha esses ferros: todos enferrujados”, acrescenta. Na sessão da Câmara de Vereadores de terça-feira, 17, Oswaldo levantou o assunto, que já havia sido abordado pelo suplente de vereador, Ivo Fleith (PSDB).
A construção da quadra começou em fevereiro deste ano. Assim que começou, parte da estrutura da escola sofreu com o equipamento para bater estacas. Com isso, o estado precisou substituir o sistema por um de hélice, atrasando ainda mais a obra. “Depois disso, tivemos problemas de alagamentos, destruição de tubulação e pavimento, e há dois meses a obra está parada”, acrescentou Oswaldo.
Na quarta-feira, 18, os dois candidatos a diretores da Escola, Marisa Petrykowski e Sidnei Pagani, apresentavam suas propostas para alunos, pais e funcionários. No momento da conversa, um dos alunos questionou os candidatos sobre o prazo de término da quadra. Não houve resposta, apenas a promessa pela busca por informações.
O Jornal do Comércio entrou em contato com a Secretaria de Desenvolvimento Regional de Itajaí (SDR), que alegou ser da Secretaria Estadual de Educação a responsabilidade por fiscalizar a obra, já que o recurso usado para construção é proveniente do Governo Federal. No Estado, não houve posicionamento sobre o motivo para a paralisação. A obra está custando R$ 542.761,89.
Alunos esperam a quadra desde 1997, quando a estrutura começou a ser construída.
Foto por: Felipe Bieging





