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sexta-feira 26 de junho de 2026

Rachaduras causam paralisação de obra

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 Prevista para ser inaugurada no último dia 16, a obra de construção da quadra coberta da Escola de Educação Básica Alexandre Guilherme Figueredo, de Balneário Piçarras, está muito longe de seu término. Assim que as primeiras estacas de concreto foram batidas no solo da unidade, segundo a Secretaria de Desenvolvimento Regional de Itajaí (SDR), os fortes impactos do maquinário contra as vigas acabaram causando rachaduras na estrutura da escola. Por medida de segurança, a obra foi parada e um novo sistema de perfuração será utilizado.

De acordo com a gerência de educação da SDR, que falou através de sua assessoria de imprensa, não há riscos ao prédio e alunos, avaliando o aparecimento das fissuras como “normais” em uma obra desse porte. Solo muito duro e estrutura escolar antiga podem ser as causas do problema. Em visita a unidade ontem, 22, uma equipe da Secretaria Estadual de Educação verificou a situação da obra, que agora seguirá com um equipamento chamado de hélice contínua.
Cerca de dez estacas foram batidas no local e o processo resultou em fissuras na estrutura antiga e recém reformada na escola. A diretora da unidade, Cláudia Vizone , disse que assim que a máquina “bate-estacas” começou a trabalhar comunicou a gerência educacional da SDR sobre a forte trepidação no local. “Realmente tremia tudo e era um incômodo para alunos e professores”, definiu. Ela citou ainda que as rachaduras apareceram antes do começo da obra da quadra, logo após o término da reforma e que acionou os Bombeiros e SDR. 
Um dos professores de educação física da Unidade, Oswaldo Moreira Junior, acredita ainda que as estacas tenham sido batidas em locais errados aos estipulados no projeto arquitetônico, e que por isso um novo sistema de perfuração será usado.  A obra foi anunciada em agosto do ano passado e conta com investimentos de R$ 542.761,89, que agora sofrerão reajustes em função do acréscimo da hélice.
 
A HISTÓRIA DO GINÁSIO
O ginásio da escola começou a ser construído em meados de 1997, mas a construção ficou paralisada por cinco anos logo após as primeiras estacas terem sido afixadas. Em 2002, o Governo do Estado retomou a construção, contudo a estrutura não suportou a pressão e acabou sofrendo avarias.
Em 6 de dezembro de 2002, a estrutura do ginásio – que estava praticamente pronta – foi totalmente demolida. Da estrutura restou apenas a quadra cimentada, que é utilizada até hoje como local para as aulas de educação física. Desde então o cenário segue igual.
Em 2011, a comunidade escolar produziu um abaixo assinado durante a vinda do, então secretário de Educação e hoje deputado federal, Marco Tebaldi (PSDB), à escola. “É a maior escola da cidade e não possui qualquer apoio para a evolução do esporte”, disse Iara Cristine Rosa, estudante que entregou o documento ao agente político.
 

Foto por: Felipe Bieging

REDAÇÃO, JORNAL DO COMÉRCIO
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