O Grupo Escolar Antônio José Tiago, situado no bairro Nossa Senhora de Fátima, em Penha, será reformado. A decisão foi tomada na noite de terça-feira, 7, após reunião envolvendo o Governo Municipal e pais de alunos da unidade – que está interditada há nove meses. Na ocasião, um minucioso laudo de engenharia sobre as reais condições estruturais da escola foi apresentado, momento em que a decisão de reforma foi tomada.
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“Tínhamos duas opções: reformar ou reconstruir. A comunidade optou pela reforma, ciente que os problemas na construção podem voltar acontecer, e novas reformas podem ser necessárias”, afirmou o prefeito Aquiles José Schneider da Costa (PMDB). Agora, o laudo vai nortear o Governo Municipal na produção de um projeto arquitetônico de reforma, que deverá se prolongar por 2018. Sem mensurar valores, mas tendo o laudo técnico como base, a Prefeitura acredita que aproximadamente R$ 800 mil devam ser investidos na recuperação da escola, construída em 2012 ao custo de cerca de R$ 1,5 milhão. Os valores para custeio da recuperação sairão dos cofres municipais, adiantou ao Prefeitura.
Apesar da decisão, o Governo Municipal mantém receio de reformar a escola e os problemas ressurgirem no futuro. “Temos um verdadeiro dilema em mãos, que é arriscar reformar a escola e os problemas continuarem aparecendo, transformando ela num ralo onde será sugado o dinheiro público, ou reconstruí-la totalmente, o que pode ser mais barato para a municipalidade a longo prazo, garantindo segurança e qualidade para os estudantes”, analisou o prefeito.
O laudo técnico apresentado aos pais possui 130 páginas e foi elaborado pela empresa de engenharia e arquitetura Magnus. Nele, engenheiro Robson Carlos Santos pontua que a cobertura da escola oferece “alto risco”, mas sacramenta que a situação é passível de reforma e futura ocupação.
Ele também encontrou inúmeros outros problemas, como nos revestimentos (rebocos) internos e externos, juntas estruturais mal executadas, afundamento do piso em várias salas, trincas, fissuras e rachaduras nas paredes, madeira de má qualidade utilizada na construção, infiltrações e falta de impermeabilização, instalação elétrica comprometida, além da falta de sistema preventivo contra incêndio.
“Muitos problemas não são visualmente detectáveis, e poderão surgir novas situações durante a execução da reforma”, reforçou o engenheiro. Por fim, Robson recomendou a continuidade da interdição da escola até a completa reforma, reforçando os três laudos técnicos que motivaram a interdição da escola em fevereiro: do Corpo de Bombeiros Militares, Defesa Civil Municipal e da equipe de engenharia da Secretaria Municipal de Planejamento.
O engenheiro acredita que a edificação é passível de reforma, recuperação e futura ocupação. “A estrutura de concreto armado em geral, apesar dos problemas pontuais por aparentes falhas de execução e não cumprimento do projeto apresenta-se estável, no sentido de não haver aparente risco de colapso ou desmoronamento de qualquer peça”, diz o engenheiro no seu relatório. No entanto, ele não garante que novos problemas não possam aparecer.
“A reforma não resolverá definitivamente as patologias apontadas, as quais, por questões construtivas ou devido a intempéries e variações térmicas, poderão retornar”, admitiu. Em seu laudo, o engenheiro reforça sua tese pontuando que “o aparecimento de problemas patológicos nas edificações pode ter as mais diversas origens. O problema pode ter sua origem ainda na fase de projeto, durante a concepção da edificação, ou na fase de execução do edifício, ou ainda após sua conclusão”.
Foto por: Felipe Bieging





