A Secretaria de Educação de Balneário Piçarras lançou na última sexta-feira, 21, projeto piloto voltado ao setor de segurança das unidades educacionais. Um aplicativo – direcionado a direção e professores – poderá ser usado para acionar a polícia em casos de emergência. A Escola Professora Francisca Borba, no bairro Itacolomi, foi a escolhida para iniciar a fase de testes da ideia. Abaixo-assinado por mais segurança nas escolas recebeu 18 mil assinaturas.
O Aplicativo Urbanii Comunidade possui o “botão do pânico” e que, ao ser acionado, envia mensagem às autoridades policiais. “É um reforço para a segurança e uma ferramenta a mais. A mensagem de SMS é enviada de forma geolocalizada de onde foi acionado e a resposta é imediata”, explica o CEO da Urbanii, Rubem Henrique, empresa também responsável pelo sistema de monitoramento do município.
A Prefeitura disse, em nota, que a nova ferramenta atende a reivindicações da Associação de Pais e Professores da instituição. “Nós sempre estamos muito preocupados com a segurança de toda a comunidade que frequenta e estuda na escola. Já temos câmeras, portões bem fechados, vigias e monitoramento. Além desses sistemas que a comunidade precisa, estamos implantando novas ferramentas”, enfatiza a secretária de Educação, Blaise Duarte.
TOTEM DE SEGURANÇA
O Governo Municipal citou ainda que também estuda a “instalação de totens de segurança com câmera 360º, que irá manter o ambiente de escolas municipais e centros de educação infantil monitorados”. “O totem irá ser vinculado à polícia e a empresa, dando mais segurança aos nossos alunos, funcionários a comunidade em geral”, detalha o diretor da Escola, Cássio Simões.
ABAIXO-ASSINADO POR MAIS SEGURANÇA NAS ESCOLAS RECEBE 18 MIL ASSINATURAS
Mais de 18 mil pessoas assinaram o abaixo-assinado virtual criado para cobrar das autoridades municipais ações reais que fomentem a segurança nos acessos as unidades escolares de Balneário Piçarras. A mãe idealizadora do documento, Adriele Boraka, entregou na sexta-feira, 21, o resumo das assinaturas ao prefeito Tiago Baltt (MDB).
“Na sexta me reuni com o prefeito me foi passado que a implantação do aplicativo será uma das medidas, mas também será colocado os totens com as câmeras em todas as creches e escolas. Questionei a respeito dos portões que estão sem nenhuma fechadara, a secretaria da educação me garantiu que já estão arrumando e que a vigilância também terá, mas ainda tem que haver um processo para isto”, postou Adriele, em rede social.
O documento, que foi formulado após a barbárie na Escola Infantil Pró-Infância Aquarela chocou o Brasil e repercutiu internacionalmente, ganhou exatas 18.109 assinaturas, requerendo portões com fechaduras e trancas mais fortes, vigilantes (seguranças), sistema de segurança com botão de pânico e rondas policiais em todas unidades escolares.
A pedagoga pós-graduada em Direito Educacional, Vaneza Vargas de Lar, apoiou a causa. “É bem importante esse assunto, pois estamos correndo riscos o tempo todo”, defende a profissional, que trabalha na rede municipal há sete anos. A cidade tem duas escolas estaduais, três particulares e onze municipais (5 escolas e 6 Centros de Educação Infanti).
Foto por: Ilustração





