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terça-feira 7 de julho de 2026

Júri condena Devanir a 14 anos de prisão

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Sentando na cadeira da mesa dos réus, Devanir Loss calçava chinelos e vestia uma bermuda jeans com camisa polo – de listras horizontais nas cores branca, verde e mostarda – quando por volta das 15h de terça-feira, 4, ouviu sua sentença: 14 anos de prisão em regime fechado. Ele foi sentenciado pelo assassinato de sua companheira, Flávia Sousa França (25 anos), em abril do ano passado, em Balneário Piçarras.

 
O promotor público, Luiz Felipe Czesnat, defendeu sua tese de crime qualificado por motivo fútil, meio cruel e ocultação do cadáver. Ao longo de seu discurso, ele reforçou que Devanir cometeu o crime de forma premeditada. A sentença foi proferida pela juíza Regina Aparecida Soares Ferreira, que o condenou a 12 anos por homicídio, um ano por ocultação de cadáver e um ano por corrupção de menores. 
 
A advogada de Devanir, Mariane Oribka, tentou tipificar o crime, o tornando simples. Assim, a pena do acusado seria mais branda. Ela afirmou que o assassinato foi motivado pelo calor da emoção e incitado por Flávia, que proferia ofensas contra Devanir ao longo do relacionamento – xingamentos de cunho moral. Comentou ainda, que a sobrinha de Flávia, a menor de idade  que participou do crime, teria influenciado o pedreiro.
 
O caso foi desvendando pela Polícia Civil semanas depois do crime, quando a sobrinha confessou a participação no assassinato. Devanir até registrou um boletim de ocorrência informando o desaparecimento de Flávia. O Jornal do Comércio acompanhou a primeira busca pelo corpo, junto da Polícia Civil. Na ocasião, a menor levou os policais até o local onde o crime aconteceu. 
 
Contudo, o corpo não foi localizado porque Devanir retornou para o local e mudou a localização. Da região de Morretes, na zona rural, levou o corpo para o começo da Estrada Geral da Lagoa, onde o enterrou. “Em seguida, após colocar o corpo da vítima dentro da cova, objetivando camuflar o odor,  ateou álcool sobre o cadáver para, enfim, cobri-lo com terra, folhas e galhos”, citou o MP.

O CRIME
“No local, dando início à execução de seu intento, o denunciado estacionou o veículo para, em seguida, desferir diversos socos em Flávia. Ato contínuo, uma vez que a vítima não desfalecera, pediu para que a menor Fernanda segurasse sua tia pelos cabelos enquanto, ainda no acento do passageiro, a vítima era agredida com um extintor de incêndio pelo denunciado”, cita a denúncia do MP.
“Em seguida, Devanir continuou trafegando com o veículo até uma rua secundária, quando em determinado momento, vendo que a vítima não desistia de seu intento de fuga, o denunciado apoderou-se de uma faca e passou a desferir diversos golpes contra sua companheira, entrando em luta corporal”, acrescenta a denúncia do MP. No documento, há o relato de que Devanir e a menor arrastaram Flávia para um matagal, quando o acusado desferiu dois golpes de machado, decretando a morte.
O motivo do crime, cometido no dia 5 de abril de 2014, teria sido um envolvimento afetivo entre Devanir e uma adolescente sobrinha de Flávia (de 15 anos), que participou do crime. Ambos teriam combinado o crime para poderem ficar juntos. 

Foto por: Felipe Bieging

REDAÇÃO, JORNAL DO COMÉRCIO
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