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quinta-feira 9 de julho de 2026

Jaciel Wilck vai a júri popular por morte da ex-mulher

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Jaciel Wilck (32 anos), que confessou à Polícia Civil ter assassinado a ex-mulher, Neiva Aparecida de Oliveira (29 anos), senta no banco dos réus no dia 8 de novembro, às 9h. Na ocasião, ele vai enfrentar o júri popular e a acusação de crime qualificado (motivo fútil, diante das desavenças entre o casal, e impedindo a defesa da vítima, em razão da surpresa). Se for considerado culpado, poderá ser sentenciado de 12 a 30 anos de prisão.

A data do julgamento foi confirmada pela juíza de Direito da Comarca de Balneário Piçarras, Regina Aparecida Soares Ferreira, no último dia 3 de junho. O sorteio dos jurados que serão incumbidos de analisar o caso acontece em 26 de setembro, às 14h. Além de pronunciar o réu, a juíza também negou o pedido para liberdade provisória de Jaciel, solicitado pela defesa do réu.

“Diante da gravidade do delito e conforme mencionado alhures, o comportamento perpetrado pelo acusado após o crime, não condiz com o de uma pessoa mediana, pois foi encontrado em cidade vizinha bebendo em um bar, calmamente. Logo, os motivos que ensejaram a prisão preventiva ainda se fazem presentes, razão pela qual indefiro o pedido de liberdade provisória”, explicou a juíza ao negar o pedido em 13 de maio.

 

O CRIME
“Era muito orgulho, muito ódio. Ele disse que não passou o ódio pela traição. Ele tinha essa arma e resolveu matar”, definiu o delegado de Balneário Piçarras, Wilson Masson, que investigou o crime cometido no dia 24 de novembro de 2015.  As investigações da Polícia Civil levam a crer que o crime foi cometido motivado por uma suposta infidelidade matrimonial de Neiva, em fevereiro, quando o casal terminou o relacionamento.

Jaciel foi preso na mesma noite, em um bar na cidade de Navegantes, e foi encaminhado para o Complexo Penitenciário de Canhanduba, em Itajaí. “Ele disse: eu disse pra tu (Neiva) não me incomodar, pra me deixar em paz. Está no depoimento dele. Neste momento ele já tinha a arma na cinta. Quando ela viu que ele sacou a arma, ela correu. Mas foi coisa de segundos”, completou o delegado, citando ainda que quatro disparos foram feitos pelas costas e um deles atingiu a cabeça de Neiva.

REDAÇÃO, JORNAL DO COMÉRCIO
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