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segunda-feira 13 de julho de 2026

Júri popular de Maximino já tem data marcada

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A juíza da Comarca de Balneário Piçarras, Regina Aparecida Soares, sacramentou o dia 10 de agosto como a data para Maximino Vicenci enfrentar o tribunal do júri e responder à acusação de homicídio qualificado e ocultação de cadáver. O julgamento começa às 9h, em que Maximimo está sendo acusado de matar a própria esposa, Terezinha Moraes Soave (62 anos).

A data foi confirmada pela Comarca através do Portal de Transparência do Tribunal de Justiça do Estado (TJ/SC), no último dia 8. A denúncia contra Maximino tem o reforço de um crime cometido por motivo fútil, desavença religiosa e asfixia. O ato aconteceu no dia 26 de março de 2016.

Maximino disse ao delegado, Wilson Masson, que asfixiou sua esposa após uma briga causada pela leitura de livros que iam ao desencontro de sua filosofia religiosa. Ele tentou desovar o corpo no mirante da Serra da Dona Francisca, segundo a Polícia Civil. “Tudo ocorreu porque ela estava lendo livros que não condiziam com a religião cristã. Ele dizia umbanda. Ele é ex-padre, foi dez anos padre em Porto União, segundo ele”, detalhou Masson ao Jornal do Comércio.

O suspeito, que é um ex-padre e cabeleireiro, está preso no Complexo Penitenciário de Canhanduba, em Itajaí, desde o dia 18 de abril. A “Ela estava lendo um livro e ele foi tentar tirar dela, e ela avançou nele, na versão dele. E ela avançou nele, e ele estava cortando temperos para a comida e pegou tábua e deu na cabeça, por trás. Ela usava uma tiara de cabelo, que acabou furando a cabeça dela. Sangrou muito e ela caiu”, completou. 

“Ela caiu, levantou e veio pra cima dele com fúria, mordendo. Foi onde ele pegou ela pelo rosto, pela garganta, e a sufocou”, incrementou Masson. Na mesma noite do crime, o réu confesso limpou a cena do crime e tentou não deixar vestígios do crime e esperou até o dia seguinte para desovar o corpo de Terezinha. 

Novo julgamento acontece dia 1º 
Após ter o primeiro julgamento anulado por denúncia de conversa entre os jurados, em novembro do ano passado, Jaciel Wilck – acusado de ter matado a ex-mulher, Neiva Aparecida de Oliveira – voltará ao banco dos réus no dia 1º de agosto, às 9h.

Jaciel, que foi posto em liberdade diante da anulação do primeiro julgamento, poderá ser sentenciado até 30 anos de prisão pela acusação de crime qualificado por motivo fútil (diante das desavenças entre o casal, e impedindo a defesa da vítima). 

As investigações da Polícia Civil levam a crer que o crime foi cometido motivado por uma suposta infidelidade matrimonial de Neiva, em fevereiro, quando o casal terminou o relacionamento. O crime cometido no dia 24 de novembro de 2015.  

Neiva foi morta com cinco disparos, feitos pelas costas, sendo que e um deles atingiu sua cabeça. Jaciel foi preso na mesma noite, em um bar na cidade de Navegantes, e foi encaminhado para o Complexo Penitenciário de Canhanduba, em Itajaí.

Foto por: Facebook

REDAÇÃO, JORNAL DO COMÉRCIO
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