17.1 C
Piçarras
domingo 14 de julho de 2024


Polícia prende um dos principais nomes da quadrilha que fraudava bancos

Ouça a Matéria

Numa ação conjunta entre a Polícia Civil – por meio da Divisão de Furtos e Roubos de Cargas (DFRC) – Divisão de Defraudações (DD) da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (DEIC) e Polícia Rodoviária Federal (PRF), mais um suspeito de integrar a quadrilha que fraudava bancos foi preso no último dia 10. O nome do homem não foi divulgado, mas fontes do Jornal do Comércio apontam que seria Adilson Vieira Lemos, conhecido por For.

SAIBA MAIS: Investigação aponta chefes da quadrilha que fraudava bancos

Ele seria o principal nome da quadrilha, que foi publicamente revelada em setembro do ano passado – quando Márcio Vanderlei Merfort e Alexandre Menon foram presos com R$ 700 mil ao saírem do Banco do Brasil, em Itajaí. Posteriormente, Jorge Luiz Kraue também foi preso. No decorrer da investigação, o nome de For e também de Gilberto de Souza Marques foram apresentados como os dois principais. Gilberto está com mandado de prisão decretado.

A versão que alimenta a denúncia do Ministério Público, aponta que Jorge (funcionário terceirizado do Banco do Brasil), a pedido de Adilson, Gilberto e Alexandre, instalava um equipamento eletrônico que permitia acesso virtual ao sistema do banco. Em seguida, trio acessava o sistema corporativo do Banco do Brasil e realizava as fraudes nos pagamentos de Depósito Judicial Ouro-Precatórios, modificando as titularidades dos beneficiários.

Para sacar a quantia, a Alexandre teria convencido Márcio a integrar o esquema. Conhecedor da realidade financeira e judicial que Márcio vivia, a quadrilha ofereceu 10% de um total de aproximadamente R$ 1,5 milhão para ele utilizar sua conta bancária e receber o valor dos precatórios desviados. Com o dinheiro na conta, Márcio agendou o primeiro saque de R$ 700 mil para o dia 18 de setembro, em Itajaí, quando foi preso com R$ 600 mil em uma mala e R$ 100 mil escondidos na cintura. Alexandre foi preso no outro lado da rua.

Recentemente, Márcio – que é corretor de imóveis de Balneário Piçarras – conseguiu a revogação da prisão preventiva após cooperar diretamente com as investigações, durante as audiências. A Justiça entendeu, inicialmente, que “Márcio foi recrutado por Alexandre Menon. Portanto, sua participação na associação criminosa, se existente, aparenta ser de menor importância”, decidiu a juíza substituta, a Francielli Stadtlober Borges Agacci.

A mesma sentença que revogou a prisão de Márcio, soltou também Jorge Krauel. A juíza entendeu que, apesar de sua participação no esquema ainda não estar bem elucidada, “a proibição do exercício de sua função profissional junto ao Banco do Brasil, é medida suficiente para coibir nova reiteração criminosa”. Alexandre segue preso.

Gilberto e Adilson em março de 2015, foram sentenciados a 8 anos de reclusão pelo crime de furto a caixas eletrônicos, no Estado de Pernambuco.

Foto por: Reprodução

REDAÇÃO, JORNAL DO COMÉRCIO
REDAÇÃO, JORNAL DO COMÉRCIO
Desde 1989 informando a comunidade. Edição impressa semanal sempre aos sábados.

Confira também
as seguintes matérias recomendads para você