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terça-feira 23 de abril de 2024


Conselho Comunitário de Segurança de Balneário Piçarras prepara primeira reunião pública

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O Conselho Comunitário de Segurança de Balneário Piçarras (CONSEG 153) realiza na próxima quarta-feira, dia 11, às 18h30, no plenário da Câmara de Vereadores, sua primeira reunião pública. O foco do encontro é voltado à apresentação do grupo e as metas de trabalho pautadas em uma única temática: segurança pública. Diante do momento de pandemia, os organizadores limitaram a participação a 50 pessoas – porém também irão transmitir a reunião pela internet.

“Vamos explicar o que de fato é o CONSEG e qual nosso papel. Apresentar nossa Diretoria Provisória deste ano. Falar a respeito do que pretendemos e o que fizemos nos últimos tempos. Conscientizar o cidadão para seus direitos e deveres em relação a Segurança Pública – não adianta só reclamar, mas fechar olhos e ouvidos quando a casa do vizinho está em chamas, o cidadão precisa entender seu papel na sociedade”, detalha a presidente provisória, Raphaela Staack Michel.

Ouvir as demandas sociais sobre a temática também está na pauta da primeira reunião. “E buscar juntos uma solução, seja para diminuir estes ou resolvê-los de vez”, acrescenta a presidente. Durante a conversa, os participantes poderão interagir e colaborar com ideias. Quem não puder comparecer à Câmara, poderá assistir através do Youtube (CONSEG 153 BPSC), interagindo através da aba de chat.

“Mas é preciso lembrar que a presença ainda assim é de grande diferença para nós. As pessoas poderão questionar de forma online, questionar de forma anônima em cartões que vamos entregar no dia, ou esperando sua vez de fala. Sim, o povo terá direito a fala, mas devemos lembrar que não somos autoridade e nem balcão de reclamações. Estaremos lá para ouvir, entender, compreender, e buscar uma solução, além de conscientizar sobre direitos e deveres de cada cidadão”, detalha Raphaela.

Durante a reunião, o grupo buscará ampliar o número de colaboradores e também criar um canal único de comunicação entre eles. “Cidadãos que gostariam de fazer parte do CONSEG, participando com a gente de programas, ações e grupo no WhatsApp. Com intuito de também aprenderem e estarem envolvidos, além de fazerem papel de conselheiro comunitário, orientando seus conhecidos, amigos, familiares e população. Então, no dia da reunião estaremos distribuindo uma ficha de cadastro, ou podem nos contatar através de nossas redes sociais”, reforça a presidente.

ABRE ASPAS  | presidente provisória do CONSEG 153, Raphaela Staack Michel.

JC – Como está formada a nova Comissão Provisória? Quais os próximos passos para tornar o grupo como definitivo à frente do Conselho?

Raphaela: Nossa Diretoria é Provisória composta por todos os membros conforme regulamento, não tivemos eleição ano passado (pandemia mundial) e este ano por escolha da presidente do conselho. Não queremos ser apenas mais um grupo sem perspectivas ou ações, queremos dar algum significado a este título, então, nada melhor que reconhecermos se podemos ou não trabalhar, dentro de nosso tempo e disponibilidade (somos voluntários, não há verba), antes de dar “um passo maior que a perna”. Se tudo ocorrer bem e mantivermos essa união, vamos para uma eleição. Somos uma Diretoria Provisória, buscando e aprendendo sobre, sempre. Nossa documentação está na Secretaria de Segurança Pública do estado, onde também fazemos parte de mais grupos de CONSEG’s de Santa Catarina.

JC – A Comissão Provisória tem quais metas e objetivos para consolidar o Conseg como um conselho, teoricamente, mais atuante junto à sua temática principal?

Raphaela: Recentemente estamos nos dividindo para coletar informações e alternativas para revitalização do Rede de Vizinhos em Alerta, situação das câmeras da Urbanii e ‘Bem-Te-Vi’, ação dos órgãos municipais em relação a ocupações irregulares e terrenos invadidos. E agora, toda segunda quarta-feira do mês teremos nossa reunião pública para ouvir a comunidade e também repassar informação e conhecimento em relação a Segurança Pública. Esperamos atuar com a filosofia de Polícia Comunitária, intermediando caminhos entre população e autoridades.

JC – Hoje, na visão do Conseg, quais seriam as maiores demandas da cidade?

Raphaela: Nosso efetivo policial é baixo, e isso não é novidade para ninguém. Infelizmente não temos muitas viaturas e policiais em nossa rua, o que acaba dificultando outros atendimentos/ocorrências quando a guarnição está “presa” em uma ocorrência. Por exemplo, perturbação do sossego é algo que relativamente poderia ser resolvido entre vizinhos em um acordo e conversa pacífica, mas, quando uma das partes não colabora e é preciso envolver polícia, essa ocorrência dura até quase 1h30min (quando as partes dificultam). Enquanto isso, do outro lado da cidade há um furto, acidente, etc, em que o morador precisa ficar à espera. A polícia faz o papel dela, mas também se sobrecarrega. Será que reclamar e buscar por culpados é realmente a única alternativa? Então, precisamos conscientizar, mostrar para todos os munícipes onde podem estar colaborando, quais são seus direitos e deveres: política de boa vizinhança, participar do Rede de Vizinhos em Alerta ou Comércio em Alerta, fazer Boletim de Ocorrência, indo até Delegacia ou de forma online, etc. Se cada um fizer a sua parte, olhando para si e para o próximo, podemos começar a enxergar uma mudança, e então, correr atrás do resto.

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