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Piçarras
sábado 24 de fevereiro de 2024


Balneário Piçarras registra primeiro caso de Monkeypox

Doença é transmitida pelo contato, de forma semelhante ao coronavírus

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Balneário Piçarras tem o primeiro caso de varíola dos macacos (Monkeypox) confirmado pela Secretaria de Saúde.  A doença, que já afetou mais de 4 mil pessoas no Brasil, pode acarretar febre, erupções cutâneas, calafrios, inchaço e dores. Há outros quatro casos suspeitos.

“A secretaria aguarda resultados de exames que vão revelar se os demais suspeitos contraíram a doença. O paciente confirmado foi medicado e está em isolamento. Ainda não foi possível determinar se o vírus foi contraído em Balneário Piçarras ou outra localidade”, confirmou nota oficial do Governo.

Os primeiros sintomas podem ser febre, dor de cabeça, dores musculares e nas costas, linfonodos inchados, calafrios ou cansaço. De um a três dias após o início dos sintomas, as pessoas desenvolvem lesões de pele, geralmente na boca, pés, peito, rosto e ou regiões genitais.

Para a prevenção, deve-se evitar o contato próximo com a pessoa doente até que todas as feridas tenham cicatrizado, assim como com qualquer material que tenha sido usado pelo infectado. Também é importante a higienização das mãos, lavando-as com água e sabão ou utilizando álcool gel. A doença também pode ser transmitida por meio de relações sexuais, devido ao contato, portanto, é recomendado o uso de preservativos.

“Evitar o contato próximo com a pessoa doente até que todas as feridas tenham cicatrizado”

O vírus

A varíola causada pelo vírus hMPXV (Human Monkeypox Virus, na sigla em inglês) provoca uma doença mais branda do que a varíola smallpox, que foi erradicada na década de 1980.  Trata-se de uma doença viral rara transmitida pelo contato próximo com uma pessoa infectada e com lesões de pele. O contato pode ser por abraço, beijo, massagens ou relações sexuais. A doença também é transmitida por secreções respiratórias e pelo contato com objetos, tecidos (roupas, roupas de cama ou toalhas) e superfícies utilizadas pelo doente.

Não há tratamento específico, mas os quadros clínicos costumam ser leves, sendo necessários o cuidado e a observação das lesões. O maior risco de agravamento acontece, em geral, para pessoas imunossuprimidas com HIV/AIDS, leucemia, linfoma, metástase, transplantados, pessoas com doenças autoimunes, gestantes, lactantes e crianças com menos de 8 anos de idade.

REDAÇÃO, JORNAL DO COMÉRCIO
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