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terça-feira 4 de agosto de 2026

Investigação aponta lavagem de dinheiro do tráfico na compra de imóveis de luxo em BC

As investigações revelaram que o esquema criminoso se deu mediante a realização de negócios jurídicos fraudulentos custeados com dinheiro de procedência ilícita

REDAÇÃO, JORNAL DO COMÉRCIO
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Também foi decretado o sequestro de um imóvel de luxo
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A Polícia Federal e a Receita Federal deflagram nesta terça-feira, 15, a Operação Vertigem. Ela investiga um esquema de lavagem de dinheiro, proveniente do tráfico internacional de drogas, com a compra de apartamento de alto padrão na cidade de Balneário Camboriú. Foram expedidos 5 mandados de busca e apreensão para cumprimento nas cidades de Itajaí, Balneário Camboriú e Arapongas (PR).

“Tem como objetivo reprimir e desarticular esquema de lavagem de dinheiro operacionalizado por meio da negociação e aquisição de apartamentos de alto padrão na cidade de Balneário Camboriú/SC, que foram subsidiados com recursos oriundos do tráfico internacional de drogas”, confirmou a Polícia Federal, em nota oficial. Também foi decretado o sequestro de um imóvel de luxo, que é objeto da lavagem de dinheiro.

As investigações revelaram que o esquema criminoso se deu mediante a realização de negócios jurídicos fraudulentos custeados com dinheiro de procedência ilícita, havendo ainda o subfaturamento do valor dos imóveis e a utilização de laranja como forma de ocultar a identidade do real adquirente. Ele seria um narcotraficante internacional, chefe do grupo criminoso, responsável pela remessa de diversos carregamentos de cocaína para a Europa através do Porto de Paranaguá (PR).

“Em relação a um dos imóveis objeto da lavagem, verificou-se indícios do envolvimento da construtora responsável pelo empreendimento, consubstanciado no fato de ter recebido grande quantia de dinheiro em espécie sem qualquer formalização contratual ou a devida comunicação aos órgãos competentes”, completou a Polícia Federal. Os investigados responderão pelo crime de lavagem de dinheiro, com penas que podem variar de 3 a 10 anos para cada ação perpetrada.

O trabalho é um desdobramento da Operação Enterprise, deflagrada pela Polícia Federal no dia 23/11/2020 em diversos Estados da Federação e no exterior para combater um conglomerado de organizações criminosas vocacionadas ao crime de tráfico internacional de drogas. A investigação deflagrada hoje recai sobre a lavagem de dinheiro perpetrada por um dos principais integrantes desta estrutura criminosa desmantelada na Operação Enterprise.

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