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Piçarras
quinta-feira 29 de fevereiro de 2024


Prefeito de Balneário Piçarras decreta situação de emergência após passagem do ciclone

O decreto (445/2022) foi publicado no Diário Oficial dos Municípios e tem prazo de validade de 180 dias

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O prefeito de Balneário Piçarras, Tiago Baltt (MDB), decretou nesta quinta-feira, 11, situação de emergência em todo o território do município por conta dos estragos causados pelo ciclone extratropical que assolou a cidade nas primeiras horas de quarta-feira, 10. O decreto (445/2022) foi publicado no Diário Oficial dos Municípios e tem prazo de validade de 180 dias, agilizando a resposta do poder público no auxílio às vítimas e recuperação da cidade.

Além de pontuar os estragos causados pelos fortes ventos de até 100 quilômetros por hora e chuvas que alagaram – especialmente regiões do bairro Itacolomi – o prefeito embasou o decreto na queda de árvores, postes de energia, ausência generalizada de energia elétrica e a erosão costeira. Ao longo da orla foi possível ver o avanço do mar, com a formação de paredão de areia de quase dois metros, contidos pela região preservada de restinga.

Nesse momento a Secretaria de Assistência Social realiza um minucioso cadastramento das vítimas para posterior envio à Defesa Civil do Estado – na busca pelo envio de material para casas afetadas. Estima-se que mais de cem casas tenham sido destelhadas na cidade. Houve ainda o registro de deslizamentos de terra, queda de postes, placas, árvores e até do pórtico turístico da entrada da cidade.

“Muitas famílias estão passando por dificuldades”, definiu o prefeito, que desde a madrugada de quarta-feira, 10,  percorre os bairros da cidade, junto da Defesa Civil, para prestar socorro e realizar os trabalhos posteriores para recuperação. O bairro mais atingido foi o Itacolomi, por conta da alta vazão do Ribeirão Ferido, que alagou mais de 40 ruas da comunidade. Em razão disso, foi ativado um abrigo no Ginásio Aurélio Solano de Macedo, no Centro.

Segundo o coordenador da Defesa Civil de Balneário Piçarras, Francisco de Assis Teixeira, logo pela manhã a prefeitura começou o trabalho de levantamento de estragos nos bairros do interior da cidade. Em torno de 100 casas ficaram destelhadas. “Apesar de todas as ocorrências, não tivemos famílias desabrigadas no interior. Os danos são materiais”, comentou Francisco, em nota oficial.

O avanço do mar ainda preocupa, por conta da maré de lua que eleva o nível do oceano e rios. A Defesa Civil do Estado emitiu alerta que há possibilidade de estragos ocasionados pela ressaca e alagamentos decorrentes da maré lunar.

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