Com a conclusão do Plano de Manejo do Parque Natural Municipal Caminho do Peabiru, o Governo Municipal de Barra Velha oficializou os novos membros do Conselho Gestor da unidade de conservação ambiental. Todas as futuras ações no Parque terão de passar pelo crivo do coletivo, que se reunirá mensalmente para deliberar sobre a temática. O primeiro encontro ocorre dia 6 de abril, às 14h.

As entidades empossadas são: Associação de Moradores Associação Comunitária do Desenvolvimento de Itajuba (ACDI), Associação de Moradores do Bairro Quinta dos Açorianos, Associação de Moradores Amigos do Bairro Vila Nova (AMAVIN), OAB Santa Catarina – Subseção Balneário Piçarras, Associação das Hospedagens do Caminho do Peabirú (AHCAPE) e Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI).
O poder público inclui representante da Fundação Municipal do Meio Ambiente, Secretaria Municipal de Planejamento Urbano (SEPLAN), Procuradoria do Município, Fundação Municipal de Turismo, Cultura e Esporte (FUMTEC), Secretaria Municipal de Educação e Cultura (SEMEC), Secretaria Municipal de Administração, Corpo de Bombeiros Militar e Associação dos Municípios do Vale do Itapocu (AMVALI).
Os membros do mandato anterior aprovaram a nova composição de entidades com base no decreto municipal nº 1.762/2022, publicado ano passado, que determina quais categorias de entidades podem participar. O novo Conselho composto tem atribuições legais ao longo dos próximos dois anos, que será sempre consultado nas tomadas de decisão para com o Parque – que é de responsabilidade da Fundação Municipal do Meio Ambiente de Barra Velha.

A primeira ação será a construção da sede e o início do processo de cercamento da unidade de preservação. O presidente da Fundema, Giovanni Tomazelli, adiantou que “agora, até final de março, nós vamos receber a complementação referente ao projeto arquitetônico e memorial descritivo da sede do parque – para que, no mês de abril, possamos encaminhar para licitação e construção dessa sede. A previsão é de iniciar essa obra ainda esse ano. Com isso, nós teremos a questão do cercamento do parque, algo definido no Plano de Manejo – bem como as atividades que poderão ser desenvolvidas: como trilhas, explorações acadêmicas, observação de pássaros”.
PLANO DE MANEJO
O trabalho técnico da Univali buscou atualizar o conhecimento sobre a biodiversidade da região, quinze anos após a criação do parque, que foi criado oficialmente em 2007 e, hoje, ocupa uma área de 121 hectares localizado no perímetro urbano de Barra Velha. Preserva um fragmento raro do bioma Mata Atlântica com espécies ameaçadas de extinção – e tem proximidade direta com a Laguna de Barra Velha, o Rio Itapocu e o Oceano Atlântico.

“Ele é um estudo complexo, que já está disponível digitalmente, e existem algumas coisas que terão que sofrer algumas análises. É uma tramitação normal, é assim mesmo. Mas, em suma, ficou um Plano muito bom, pela riqueza de detalhes, sobre a diversidade da fauna e flora, sua proximidade junto à Laguna – que chamam de Lagoa, mas, é Laguna – a questão do mar, do Itapocu, enfim, a riqueza é muito grande”, enriqueceu o tema, Giovanni. Com a atualização do Plano, a Fundema espera desenvolver ações de fomento ambiental e turístico.
O parque foi idealizado com 428 hectares, metragem reduzida para 121 hectares através da Lei Municipal 1.642, de 13 de dezembro de 2017. “O Parque foi oficialmente criado em 2007 e o primeiro Plano de Manejo foi elaborado e finalizado em 2011, mas pouco foi implantado. Posteriormente, houve a redução da área do parque por falta de verbas para desapropriação, por isso se faz necessária a atualização do Plano de Manejo para aplicação na área existente”, finalizou o presidente.





