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quarta-feira 29 de maio de 2024


Estelionatários se passam por advogados para aplicar golpes virtuais na região

“Os criminosos fazem suas abordagens por WhatsApp, Telegram e Facebook, sempre solicitando o pagamento de algum boleto ou o popular PIX”

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Estelionatários estão se passando por advogados e aplicando golpes virtuais na região da 42ª Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) – Balneário Piçarras, Barra Velha, Penha e São João do Itaperiú. Um alerta foi emitido nesta quarta-feira, 25, detalhando que os criminosos estão criando perfil falsos e fazendo contato com os clientes para falsas cobranças cartorárias, judiciais ou de prestação de serviços advocatícios.

“Nossa sugestão é para que sempre façam um segundo contato com o advogado, por chamada telefônica ou de vídeo, para confirmar a veracidade da cobrança”

ADILSON PIRES JR.
FOTO, FELIPE FRANCO / JC

“Como muitos dos processos são públicos na internet, fica fácil criar um enredo para enganar as pessoas – que também tem seu contato descoberto por meio da internet. Os criminosos fazem suas abordagens por WhatsApp, Telegram e Facebook, sempre solicitando o pagamento de algum boleto ou o popular PIX. Infelizmente, já temos relatos de vítimas”, alerta o presidente interino da Subseção, Adilson Pires Jr.

Segundo Adilson, há relatos diários de tentativas de estelionato com a alcunha de escritórios de advocacia ou mesmo com a foto do profissional. “Muitas pessoas no calor da emoção, no piloto automático, acabam fazendo o pagamento e somando prejuízos financeiros. Nossa sugestão é para que sempre façam um segundo contato com o advogado, por chamada telefônica ou de vídeo, para confirmar a veracidade da cobrança”, recomenda.

“Ou mesmo pessoalmente, vá ao escritório do advogado antes de realizar a liberação de informações, documentos, dados e valores financeiros, além de registrar o competente boletim de ocorrência por meio da delegacia de polícia virtual”, acrescenta Adilson – caso a tentativa de golpe se confirme. Os advogados também têm cobrado atitudes da OAB, que pontua não possuir mecanismos para impedir a prática criminosa.

“As mensagens falsas têm objetivo de atrair as vítimas, muitas delas clientes de advogados e advogadas, para furtar dados e valores. Porém, não possuímos mecanismos legais para proceder contra isso. Vejo que estão usando da boa reputação do Direito para aplicar os golpes, ludibriando pessoas que buscam por solução no Judiciário – e não mais problemas. Não gosto da frase, mas parece que somos a bola da vez”, finalizou Adilson.

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