O Núcleo de Estudos Açorianos da Universidade Federal de Santa Catarina (NEA) confirmou nesta quinta-feira, 19, os campeões o Troféu Açorianidade 2023. O professor e historiador de Penha, Eduardo Bajara, conquistou o prêmio categoria Troféu Ilha Graciosa (Pesquisador e Historiador).

“O sentimento é apenas de gratidão! Pela minha família, por todos que torceram por mim, por quem valoriza e vibra junto com cada conquista!”
EDUARDO BAJARA
FOTO, FELIPE FRANCO / JC
“Descrever emoções não é uma tarefa tão fácil. O sentimento é apenas de gratidão! Pela minha família, por todos que torceram por mim, por quem valoriza e vibra junto com cada conquista! Não tem preço receber o reconhecimento de um trabalho sério e dedicação com amor àquilo que se faz”, disse ao Jornal do Comércio o propagador local da cultura açoriana.
Os prêmios serão entregues durante o lançamento da 29ª Festa de Cultura Açoriana de Santa Catarina (AÇOR), em Araquari. Bajara dedica o prêmio em oração ao céu. “Minha eterna gratidão a todos que torceram por mim. Este prêmio eu dedico à minha mãe, que nos deixou há dois meses, mas era minha fã n°1. A Deus toda honra, sintam-se todos representados por mim nesta conquista”, postou Bajara, em suas redes sociais.
“Este prêmio eu dedico à minha mãe, que nos deixou há dois meses, mas era minha fã n°1”
EDUARDO BAJARA
Atualmente, Bajara ocupa o cargo de superintendente da Fundação Municipal de Cultura de Penha Picucho Santos. Também é o curador direto da formação da Casa da Memória Dico do Amâncio, junto à Fundação, que traz com riqueza a história de Penha. Possui ainda uma série de pesquisas açorianas – além de ser um nato mestre na produção de tarrafas, redes, samburás, cestos e balaios.
Bajara é um amante nato da cultura açoriana – da qual foi criado. “Eu costumo dizer que um povo sem história está fadado ao esquecimento. Eu tenho dedicado minha vida a preservar as memórias açorianas de Penha, porque essa também é a minha história. A história que eu amo e valorizo”, detalha Bajara – que nasceu e cresceu na Praia Grande, localidade do bairro de Armação do Itapocoroy. “Eu vivenciei a cultura açoriana”, acrescenta ele, enquanto confecciona um cesto de pesca.
Bajara é descente direto de açorianos. Por parte de pai: os Souza e Costa. Pela mãe, possui raízes belgas: Brockweld. “Sou aficionado pela história da colonização brasileira, pela formação do Brasil. Mas, é claro, em especial pelo Litoral Norte de Santa Catarina e por Penha. Os hábitos, costumes, religiosidade culinária, tradição popular açoriana são situações pela qual eu luto para preservar”, reforça o historiador, que por formação é professor de Exatas: Matemática, Química e Física.
O Troféu Açorianidade 2023 é dado pelo Núcleo de Estudos Açorianos da Universidade Federal de Santa Catarina (NEA) a pessoas que atuam em prol da manutenção da cultura açoriana em Santa Catarina. O NEA entrega, ao todo, dez troféus – com seus nomes fazendo menção as nove ilhas do Arquipélago Açoriano. A Ilha de Santa Catarina empresta o nome ao décimo troféu.
Penha acumula 14 conquistas no prêmio: Troféu Açorianidade/AÇOR – Cidade Sede (1997), Troféu Ilha de Santa Maria – Empresa, Restaurante Pirão D’Água (1998), Troféu Ilha Terceira – Grupo Folclórico, Grupo Folclórico Itapocoróy (2000), Troféu Ilha do Faial – Administração Municipal, Prefeitura de Penha (2002), Troféu Ilha de Santa Catarina – Escola Destaque, Escola Municipal Rubens João de Souza (2003), Troféu Ilha de Santa Catarina – Escola Destaque, Escola Especial Henny Coelho APAE (2005), Troféu Ilha Terceira – Grupo Folclórico, Mastro de São Sebastião de Itapocoróy (2012), Troféu Ilha Graciosa – Historiadora, Maria do Carmo Ramos Krieger (2015), Troféu Ilha Graciosa – Historiador, Cláudio Bersi de Souza (2019), Troféu Ilha Terceira – Grupo Folclórico, Foliões do Divino (2019), Troféu Açorianidade/AÇOR – Cidade Sede (2019), Troféu Ilha das Flores – Artista Plástico, Renato Amorim (2021), Troféu Ilha Graciosa – Historiador, Vilmar Carneiro (2022) e Troféu Ilha do Pico – Mestre dos Saberes e Fazeres, Wanildo Rosa (2022).





