Diante do recente surgimento de caravelas-portuguesas (Physalia physalis) nas praias de Balneário Piçarras e Penha, as Secretarias de Saúde emitiram recomendações sobre como lidar em caso de acidentes: não coçar, esfregar ou lavar o local com água doce, somente com água do mar; tirar os cnidócitos (tentáculos) com cuidado, usando uma pinça; aplicar vinagre de uso doméstico na zona afetada.
Em caso de queimaduras, os banhistas também podem procurar um posto guarda-vidas das praias para atendimento imediato. Se houver dor intensa, inchaço ou outros sintomas, a recomendação é para que os banhistas procurem as unidades de Pronto Atendimento 24h. Em Penha, por exemplo, houve registros de acidentes no último final de semana (16 e 17).
Segundo a responsável técnica dos médicos do P.A 24h de Penha, doutora Ana Carolina Rodrigues Duarte, os acidentes podem causar efeitos tóxicos e alérgicos. Em contato com a pele humana, as toxinas liberadas podem causar quadros de dor, vermelhidão e inchaço, ou em casos mais graves podem causar náuseas, vômitos, manifestações cardíacas ou respiratórias.

“Ressaltamos o cuidado e atenção que as pessoas devem ter ao frequentarem as praias. Mas, caso você tenha contato com um desses animais, a recomendação inicial é procurar um posto guarda-vidas com profissionais preparados para ajudar”
“Ressaltamos o cuidado e atenção que as pessoas devem ter ao frequentarem as praias. Mas, caso você tenha contato com um desses animais, a recomendação inicial é procurar um posto guarda-vidas com profissionais preparados para ajudar. Além disso, a orientação é não esfregar o local da lesão ou utilizar água doce, uma vez que isso estimula os nematocistos remanescentes na pele do paciente a injetarem mais toxinas, agravando o quadro”, pontua a médica.
Ana reforça que a orientação é aplicação de vinagre no local da lesão, pois o produto bloqueia a ação da toxina e alivia a dor, podendo ser aplicado a própria água do mar após o uso do vinagre. “E, claro, se persistir vermelhidão ou dor no local, a recomendação é procurar atendimento médico”, explica.
As caravelas são comuns no litoral de Santa Catarina, especialmente no verão. Apesar de parecerem inofensivas, possuem tentáculos que liberam toxinas, causando queimaduras e, em casos mais raros, reações graves. Um dos fatores que podem contribuir para o aumento na população de águas-vivas inclui a elevação da temperatura dos oceanos.
Os guarda-vidas indicam a presença dos animais venenosos nas praias utilizando a Bandeira Roxa. “Banhistas observem a sinalização de bandeira na cor roxa nos postos de guarda-vidas. Estas bandeiras indicam a presença desses organismos na praia. Fiquem atentos”, pontua a corporação piçarrense. O veneno causa muita dor e pode evoluir para casos mais graves com reações alérgicas e parada respiratória.
PREVENÇÃO
– Evite áreas onde há presença de águas-vivas e caravelas;
– Pergunte ao guarda-vidas sobre a presença destes animais no local;
– SC adota a bandeira lilás no posto do guarda-vidas como indicativo da presença de águas-vivas e caravelas;
– Outro indicativo da presença de cnidários é o avistamento destes animais na areia da praia;
– Não toque nestes animais, mesmo mortos;
– Ao caminhar na praia, procure utilizar calçado, evitando assim pisar em tentáculos de águas-vivas e caravelas;
– Ao praticar mergulho, considere utilizar roupa de mergulho que cubra a maior parte possível da pele.





