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Piçarras
quarta-feira 17 de julho de 2024


Licitação para alargamento da orla de Balneário Piçarras volta a dar deserta

Na segunda tentativa, prevista para o último dia 9, não houve propostas de empresas interessas para executar a obra de R$ 16,5 milhões

Foto, Felipe Franco / JC
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A licitação para contratação de empresa para executar a obra de engordamento da faixa de areia da praia central de Balneário Piçarras voltou a dar deserta. Na segunda tentativa, o processo tinha agendamento para aberturas das propostas marcados para às 8h30 desta terça-feira, 9, porém nenhuma empresa mostrou interesse em executar.

A primeira tentativa de contratação ocorreu em 7 de novembro, quando a concorrência também deu deserta. Em 23 de novembro, o edital milionário foi republicado na tentativa de êxito. O Governo Municipal estuda agora outras medidas para conseguir executar a obra que tem por base a quantia de R$ 16.558.365,42.

Essa será a quarta obra de alargamento da orla – Foto, Felipe Franco / JC

Com o valor do projeto, o Governo Municipal planeja depositar um total de 383.490,00 metros cúbicos de área num trecho de aproximadamente dois quilômetros, entre os Molhe Norte (descida da Avenida Getúlio Vargas) e Molhe Turístico Joaquim Pires (barra do Rio Piçarras).  A injeção de areia resultará numa faixa de areia com metragem entre 40 à 60 metros de largura.

O edital tem por objetivo a contratação de uma empresa que deverá executar o serviço, entre outros maquinários terrestres, com uma draga hopper. O trabalho de alargamento será realizado como em 1998 e 2012. A empresa vencedora terá cinco meses para concluir o projeto de alargamento.  .

A obra será custeada com recursos do Fundo de Manutenção da Praia, o Fumpra. Ele é formado por três fontes de impostos municipais: 33% da arrecadação do ITBI (Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis), 3% do valor do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) e 20% da cobrança da Dívida Ativa.

A QUARTA OBRA
Essa será a quarta obra de engordamento da orla. Em 1998 e 2012, a orla foi refeita após ter sido totalmente destruída pelas ondas. Em 2008, recebeu areia de forma emergencial em menor porte. Além disso, ao longo dos anos o Governo Municipal construiu três molhes de pedra voltados a minimizar os impactos da maré sobre a faixa de areia.

RECOMPOSIÇÃO SE FAZ NECESSÁRIA
Segundo estudo ambiental da Acquaplan Tecnologia e Consultoria Ambiental, que embasa a nova obra, a obra de 2012 tinha volume do engordamento estimado em 785.989,51 metros cúbicos, mas em decorrência de problemas contratuais, a praia foi alimentada com cerca de 57% do volume previsto, em um volume aproximado de 455 mil metros cúbicos.

“Portanto, a justificativa para realização desse projeto se fundamenta na necessidade em se realizar obras de manutenção visando conter os processos erosivos e dar continuidade ao engordamento anterior, complementando os volumes previstos anteriormente em 2012 que não foram concluídos na totalidade”, pontua a empresa.

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