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segunda-feira 20 de julho de 2026

Começa a obra de alargamento da Praia do Gravatá, em Navegantes

Fotos, Rodrigo Ramos
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Começou oficialmente nesta segunda-feira, 20, as obras de dragagem do alargamento da Praia do Gravatá em Navegantes. A dragagem funcionará 24 horas, de forma ininterrupta, iniciando a partir da região próxima ao Rio das Pedras até o Molhe do Gravatá, numa extensão de 2,3 quilômetros.

A previsão é que o trabalho da draga seja concluído em até 15 dias. Depois do processo de acomodação, a faixa de areia está prevista para ficar com 70 metros de extensão.

A multinacional belga Jan de Nul, uma das maiores empresas de engenharia marítima do mundo, é a responsável pela execução das obras de alargamento da Praia do Gravatá. O investimento previsto é de R$ 31,5 milhões.

Durante a execução da dragagem e 10 dias após a conclusão da obra para assentamento da areia, será proibida a passagem de pessoas não autorizadas em toda a Praia do Gravatá por medida de segurança. A área será inteiramente isolada, sinalizando a impossibilidade de presença do público para todos os tipos de atividade, incluindo caminhada, uso do mar e pescaria.

“É um ambiente de obras com maquinário pesado, ou seja, não é um local seguro para passagem de pessoas. Mesmo depois do fim da colocação da areia, é necessário um período de acomodação. Enquanto isso acontece, o solo não fica firme e a pessoa pode ficar presa, havendo risco de vida. Por isso, pedimos a colaboração de toda a população para que não entre na Praia do Gravatá enquanto a área não for liberada, para evitar acidentes”, orienta o secretário de Infraestrutura, Roberto Ferreira. 

O Corpo de Bombeiros Militar ficará responsável pela liberação do uso da praia após a conclusão de todas as etapas. 

CONHEÇA A DRAGA

Com 166 metros de comprimento e capacidade para transportar até 18 mil metros cúbicos de sedimentos por viagem, a draga Galileo Galilei já é conhecida do litoral catarinense. O navio de bandeira de Luxemburgo, construído na China em 2020, participou das obras de alargamento das praias de Balneário Camboriú e Itapoá. 

Equipada com modernos sistemas de navegação e monitoramento ambiental, a embarcação opera como uma draga de sucção com autotransporte (conhecida tecnicamente pela sigla TSHD). O seu funcionamento prático assemelha-se ao de um aspirador gigante: os tubos de sucção são baixados até o leito marinho e, por meio de um potente sistema de bombas, aspiram a mistura de solo e água diretamente do fundo do mar. Esse material é descarregado e armazenado no hopper, termo técnico usado para descrever o porão do navio. Uma vez preenchido o compartimento, a draga transporta o material para posterior descarregamento em áreas autorizadas ou para o reaproveitamento em obras de engenharia marítima, bombeando a areia para a praia nos projetos de alargamento.

REDAÇÃO, JORNAL DO COMÉRCIO
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