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segunda-feira 31 de agosto de 2026

Começa oficialmente a obra de alargamento da faixa de areia de Balneário Piçarras

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Começou nesta sexta-feira, 23, a obra de alargamento da faixa de areia de Balneário Piçarras. Uma cerimônia, realizada no Molhe da Barra Sul, marcou oficialmente o começo dos trabalhos no mar e que resultarão em uma nova extensão projetada de 30 metros de largura da faixa de areia em relação à configuração atual da orla.

“Estamos comprometidos com o desenvolvimento sustentável de Balneário Piçarras, e essa obra representa um passo importante nessa direção. Além dos benefícios diretos aos usuários da praia, enfrentamos problemas históricos com ressacas marítimas, e o alargamento da faixa de areia contribuirá significativamente para a proteção da nossa costa”, destacou o prefeito Tiago Baltt.

A obra teve início na parte sul da orla, na altura do Molhe da Barra, avançando em direção ao norte, até o molhe da Avenida Getúlio Vargas. As equipes trabalharão 24h por dia, 7 vezes por semana, na obra que será executada em trechos de 300 metros, com tapumes e sinalização adequada para garantir a segurança da população.

“Durante a execução da obra, alguns impactos podem ocorrer, como, por exemplo, a limitação do uso da faixa de areia, já que durante essa execução da obra os trechos estarão bloqueados para banhistas, uma interferência sonora, mas lembrando que essa interferência sonora também será monitorada pela empresa responsável pelos programas ambientais. Mas que tudo isso são situações temporárias, já que após a conclusão do alargamento, ocorrerá um aumento expressivo do fluxo turístico, além também da valorização da obra e também uma maior permanência de visitantes, contribuindo para o aumento da valorização do comércio local”, explica o secretário de Obras da Prefeitura, Arthur Ribeiro.


O sedimento possui as mesmas características da areia existente – exigência para obtenção da licença ambiental – e será retirado de uma jazida localizada a aproximadamente 10,5 quilômetros da Praia Central, próximo à Ponta da Vigia, no município de Penha. A draga Amazone poderá depositar cerca de 6.000 m³ de areia por dia, com operações repetidas quatro vezes ao dia. Aproximadamente 60 profissionais atuarão diretamente na obra, entre técnicos de soldagem, meio ambiente, segurança, termofusão, operadores de máquinas e auxiliares, além do uso de diversos equipamentos para espalhar a nova areia.

O secretário Arthur fala ainda sobre os benefícios econômicos e sociais que a obra deve trazer para Balneário Piçarras após a sua conclusão. “Além do turismo, obviamente, existem outros benefícios para o município de Balneário Piçarras, como, por exemplo, uma valorização imobiliária, já que o valor dos imóveis residenciais, comerciais, tendem a ter um aumento bem significativo. Uma proteção aos investimentos públicos, já que, ao reduzir os riscos da erosão costeira, reduzirá também os danos à infraestrutura urbana, fazendo assim que o município evite gastos frequentes com obras emergenciais. Além, é claro, de uma geração de empregos diretamente e indiretamente ligados a essa obra, já que durante a execução haverá uma contratação de mão de obra local e também de fornecedores, ou seja, de comércio local. E após a conclusão da obra, haverá um estímulo para que novos negócios e serviços e empreendimentos permanentes venham para Balneário Piçarras, fazendo assim um fortalecimento da economia local, principalmente durante todo o ano, já que com a praia mais larga, o município amplia o uso da orla fora da temporada, não apenas neste período de dezembro a março, mas também fora desse período, mantendo assim uma atividade econômica mais estável”.

Arthur acrescenta que “o alargamento da praia contribuirá para a proteção da orla contra ressacas, processo de erosão, através, por exemplo, por primeiro, da dissipação da energia das ondas, já que aumentando a largura da faixa de areia, tem-se uma área maior para que as ondas percam energia antes de atingirem a costa, calçadão e a avenida da praia. Também há uma formação de uma barreira natural de proteção porque, com areia, ela funciona como um amortecedor natural. Então, em eventos extremos, como ressacas, por exemplo, parte da areia pode ser temporariamente removida pelo mar, mas depois ela vai retornar naturalmente preservando a linha da costa. O terceiro ponto seria a redução do avanço do mar sobre a infraestrutura urbana, já que com uma praia mais larga, o mar não chega na avenida, nem no calçadão e também não atinge as redes de drenagem pública e também edificações”.

O projeto de alargamento da praia contempla um trecho aproximado de 2 quilômetros de extensão, entre o molhe da Avenida Getúlio Vargas e o molhe da barra do Rio Piçarras. Ao todo, serão projetados 379.166,76 m³ de areia ao longo da orla, com investimentos na ordem de R$ 38.280.000,00.

Os sedimentos possuem as mesmas características da areia existente – exigência para obtenção da licença ambiental – e será retirado de uma jazida localizada a aproximadamente 10,5 quilômetros da Praia Central, próximo à Ponta da Vigia, no município de Penha.

Os recursos para a execução da obra são provenientes do Fundo de Manutenção da Praia (Fumpra) e de recursos próprios do município, com prazo máximo de execução de 60 dias. Com esta intervenção, Balneário Piçarras concluirá o quarto alargamento de sua orla — os anteriores ocorreram nos anos de 1998, 2008 e 2012.

PLANO BÁSICO AMBIENTAL
O Município também realizou a licitação para a execução do Plano Básico Ambiental (PBA), que prevê estudos e acompanhamento ambiental da obra, com investimento aproximado de R$3,5 milhões. Somados, os investimentos ultrapassam R$40 milhões.

O plano contempla a execução de 12 programas ambientais, incluindo medidas de prevenção à erosão, monitoramento da qualidade da água, comunicação social, monitoramento do sedimento da areia e gerenciamento de resíduos da construção civil.

“Anteriormente ao Licenciamento Ambiental, foram realizados estudos que demonstravam que a jazida sedimentar de onde vai ser retirado os sedimentos na areia, apresentava um sedimento compatível com a areia atualmente existente na praia. Adicionalmente a isso, durante a execução da obra, a empresa responsável pelos programas ambientais que foram contratados pela Prefeitura, a empresa Caruso, vai realizar a aferição visual. Também diariamente vão ser coletadas amostras do sedimento que foram recentemente depositadas na faixa de areia, tudo isso com o objetivo de garantir e validar essa compatibilidade sedimentar, essa compatibilidade da areia”, diz Arthur.

Entre as ações, a comunicação com a população é uma das prioridades do projeto e por isso foi implantado um contêiner de Comunicação Social na orla. No local, técnicos especializados estarão à disposição para tirar dúvidas, orientar moradores, comerciantes e turistas, além de distribuir materiais informativos, como flyers, com detalhes sobre a obra, prazos, etapas e cuidados ambientais.

“Uma das condicionantes do Programa Ambiental de Comunicação Social é que a empresa contratada, a Caruso, realize uma reunião com toda a comunidade atingida diretamente, entre eles o comércio, porém é bom deixar avisado que ainda não há uma data para a realização, mas que isso será amplamente divulgado”, aponta o secretário de obras.

REDAÇÃO, JORNAL DO COMÉRCIO
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