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segunda-feira 22 de abril de 2024


Vereadores reclamam de postura de comandante

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Durante a recente visita do governador do Estado, Raimundo Colombo, ao município, os representantes da Câmara de Vereadores ficaram revoltados pelas declarações do major da Polícia Militar de Barra Velha, Hélio Cesar Puttkammer, sobre a situação da segurança local. Puttkammer havia informado no dia 16 de setembro ao governador que os índices de crimes estavam nos parâmetros normais para o número de habitantes do município, no entanto não teria destacado a necessidade de um maior número de efetivo para fazer frente a um crescente aumento de assaltos e homicídios.
A postura do militar determinou que o presidente da Câmara de Vereadores Nivaldo Ramos (DEM) e o parlamentar Narcizo Vieira Junior (PSDB) participassem, junto com o prefeito Claudemir Matias (PSB), de uma reunião em Florianópolis com o Comando Geral da Policia Militar para reivindicar mais policiais e estrutura de reforço à segurança, além de pedir a mudança do comando da PM em Barra Velha.
“Só não deu briga – na reunião – porque estava o prefeito e o governador. Nós, que reclamamos da falta de segurança, a ausência de pessoal e viaturas, tínhamos a oportunidade de melhorar a situação com o governador, e Puttkammer disse que estava tudo bem. Esse cidadão deve estar maluco. Ele jogou um balde de água fria. Vão pedir a mudança do comando da policia. Não dá mais para aceitar esta situação em conivência da PM”, disse o vereador Jair Irineu Bernardo (PSB). Já Narciso foi enérgico sobre a situação de Puttkammer. “A batata está asando”, enfatizou.
O major Puttkammer se mostrou surpreso pelo comportamento dos vereadores e argumentou que a falta de pedidos ao governador aconteceu em virtude do respeito da hierarquia militar para encaminhar pedidos de ajuda. “Eu estou a serviço do Governo do Estado, porém os pedidos de reforços preciso encaminhar ao comando geral da polícia junto com a Secretaria de Segurança Pública. Acho que os vereadores estão misturando as coisas porque eu, em nenhum momento, recusei o diálogo com os parlamentares e nós jamais fabricamos estatísticas”, afirmou Puttkammer.
O major reconheceu que caso as duas viaturas prometidas pelo governador venham para o município não seria possível colocá-las em funcionamento permanente em rondas pela falta de policiais. “É preciso oito policiais para fazer rodar uma viatura 24 horas, já que o horário de serviço é de 12 horas direto e 48 horas de descanso. Caso as viaturas cheguem seriam utilizadas como reforço caso os carros normais venham a estragar”, encerrou Hélio.
 

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