A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) criada pela Câmara de Vereadores de Balneário Piçarras para apurar possíveis irregularidades relacionadas à Operação Regalo terá o prazo de funcionamento prorrogado por mais 15 dias. O pedido foi aprovado por unanimidade durante a 38ª Sessão Ordinária, realizada na terça-feira (6), por meio do Requerimento nº 080/2026.
O pedido foi apresentado pelos vereadores que integram a CPI, João Forte (PSDB), Maikon Rodrigues (PL) e Matheus Cunha (MDB). Segundo a justificativa apresentada no requerimento, a comissão ainda precisa realizar oitivas de testemunhas e investigados antes de concluir os trabalhos.
Os vereadores apontaram que dificuldades para realizar as intimações impediram que todas as etapas previstas fossem concluídas dentro do prazo estabelecido anteriormente. Com a nova prorrogação, a comissão terá mais tempo para dar continuidade aos procedimentos necessários à investigação.
A CPI foi criada para apurar possíveis irregularidades relacionadas a contratos públicos e procedimentos administrativos do município que tenham relação com os fatos investigados na Operação Regalo, deflagrada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).
Durante os trabalhos, a comissão analisa documentos, contratos e demais elementos relacionados ao objeto da investigação, além de realizar oitivas e diligências. Ao final, deverá ser elaborado um relatório com as conclusões da CPI.
A comissão foi aprovada pela Câmara em 2 de junho e instituída em 12 de junho. Em 8 de setembro, os vereadores aprovaram uma primeira prorrogação de 30 dias. Agora, na 38ª sessão, foi aprovada uma nova extensão, desta vez por mais 15 dias.
As reuniões da CPI ocorrem às segundas e sextas-feiras.




