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sábado 24 de fevereiro de 2024


Univali participa de pesquisa na busca por novas substâncias contra o Covid-19

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A Universidade do Vale do Itajaí (Univali) iniciou um projeto de pesquisa sobre novas moléculas inibidoras da protease viral do SARS-CoV-2, agente causador do Covid-19. O reitor, professor Valdir Cechinel Filho, envolvido diretamente na pesquisa, solicitou pedido de ajuda à Associação Brasileira das Instituições Comunitárias de Educação Superior (Abruc), na avaliação das substâncias que se mostraram promissoras computacionalmente e outras oriundas de plantas medicinais com possibilidades de efeitos promissores.

O grupo está fazendo modelagem molecular, ou seja, utiliza métodos e técnicas computacionais para modelar e mimetizar o comportamento das moléculas, e triagem virtual orientada, com ferramentas de docagem molecular, acoplamento, de derivados da cloroquina. A partir dos resultados, a ideia é estabelecer protocolos de síntese que possibilitem a obtenção de derivados e análogos estruturais de classes de compostos orgânicos já estudados pelos pesquisadores da Univali, que possuem efeitos antivirais, nesse caso, condensadas ao núcleo básico da cloroquina.

O vice-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, professor Rogério Corrêa, doutor e mestre em Química, com ênfase, respectivamente, em Síntese Orgânica e Química Medicinal, explica que a Univali atua há 25 anos na pesquisa de compostos bioativos, de origem natural ou sintética, para a cura e controle de diversas enfermidades que acometem as pessoas. “Foram desenvolvidas novas entidades moleculares, além de derivados e análogos de fármacos já disponíveis na terapêutica. Com a pandemia do Covid-19, julgamos oportuna e estratégica a inserção da nossa Universidade nesse cenário de desafio científico e tecnológico”, pontua.

O estudo conta com a participação direta do reitor, enquanto pesquisador. Ele é mestre e doutor em Química Orgânica e coordenador internacional da Rede Iberoaamericana de Estudo e Aproveitamento Sustentável da Biodiversidade Regional de Interesse Farmacêutico (Ribiofar) e da Rede de Investigação em Câncer (Ribecancer).  De acordo com o professor Cechinel, o pedido à Abruc é para que as Universidades passem a buscar subsídios científicos e a interagir para buscar novas alternativas de tratamento ao Coronavírus. “A Univali já demonstrou sua expertise, pela produção acadêmica de excelência e desenvolvimento de produtos junto à indústria farmacêutica. Temos este estudo inicial e a próxima etapa consiste na busca por instituições parceiras para avaliar as moléculas naturais e sintéticas, em modelos experimentais in vitro, in vivo e clínicos”, ressalta.

REDAÇÃO, JORNAL DO COMÉRCIO
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