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segunda-feira 27 de maio de 2024


Saúde confirma dez casos de Febre Oropouche em Santa Catarina

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A Secretaria de Estado da Saúde, por meio da Diretoria de Vigilância Epidemiológica e do Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen-SC), confirma dez casos de Febre do Oropouche em Santa Catarina:  Brusque (4), Botuverá (5), Luiz Alves (1).

Uma série de ações complementares serão desenvolvidas pelas Secretarias Municipais de Saúde em conjunto com o Estado, buscando sistematizar as informações dos casos suspeitos e confirmados (deslocamentos, sintomas, quadro clínico etc).

Luiz Alves já tem uma confirmação da doença

Coleta de vetores para levantamento entomológico e encaminhamento de amostras de outros pacientes para testagem pelo Laboratório Central de Saúde Pública de Santa Catarina também serão realizados com o objetivo de fortalecer a vigilância da doença.

Os sintomas da Febre do Oropouche são parecidos com os da dengue e da chikungunya: dor de cabeça, dor muscular, dor nas articulações, náusea e diarreia. Não existe tratamento específico. Os pacientes devem permanecer em repouso, com tratamento sintomático e acompanhamento da rede municipal de saúde.

O Brasil tem observado um grande aumento do número de casos de Oropouche. De acordo com o último boletim do Ministério da Saúde, já são 5.102 casos em 2024; enquanto em 2023 foram 835.

Atualmente, com exceção do TO, todos os estados da região norte registraram casos autóctones da doença. Dos estados da região extra-amazônica, 5 já registraram casos autóctones, sendo eles PI, BA, ES, RJ e SC.

Conforme o Ministério da Saúde, a Febre do Oropouche (FO) é uma doença causada por um arbovírus e a transmissão é feita principalmente por mosquitos, sendo o principal o Culicoides paraensis, conhecido como maruim ou mosquito-pólvora, embora outros vetores tenham sido envolvidos na transmissão.

A Prefeitura de Luiz Alves iniciou, dia 18, uma etapa de testes de validação da aplicação do produto “Controlador Biológico do Maruim” com aplicação através meio de drones. A cidade, que se encontra em situação de emergência diante da infestação do inseto, vem aplicando o produto em regiões controladas como forma de avaliar a eficácia do produto.

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