A marca histórica de 100 mil acolhimentos alcançada pela Associação Madre Teresa, de Itajaí, neste mês de junho, tem o rosto e a história de Rosineia Guimarães (54 anos). Moradora de Balneário Piçarras, ela enfrenta há dois anos e meio uma batalha contra o câncer de mama e encontrou na Casa de Acolhimento um importante apoio durante o tratamento realizado na Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon) do Hospital Marieta.
Sempre que precisa se deslocar até Itajaí para consultas, exames ou procedimentos, Rosineia passa horas aguardando o transporte disponibilizado pela prefeitura para retornar para casa. É nesse período que a Casa de Acolhimento se transforma em um refúgio. Entre um atendimento e outro, ela encontra alimentação, conforto, atividades e, principalmente, apoio emocional de voluntários e de outros pacientes que compartilham desafios semelhantes.
“A Casa de Acolhimento é o nosso porto seguro. Aqui temos o apoio dos voluntários e até de outros pacientes. Esquecemos da dor, da doença, nos confortamos com um lanche saboroso, fazemos atividades, enfim, é uma maravilha”, relata. “Aqui é muito bom, porque a gente está num momento bem difícil e aqui a gente é acolhido”, acrescenta.
A história de Rosineia representa milhares de outras pessoas que passaram pelo espaço nos últimos cinco anos. Criada pela Associação Madre Teresa para acolher pacientes e acompanhantes que permaneciam horas aguardando transporte após consultas e tratamentos, a Casa de Acolhimento tornou-se uma referência regional em assistência humanizada.
Para o presidente da entidade, João Carlos Batista dos Santos, alcançar a marca de 100 mil acolhimentos vai muito além dos números. “Cada atendimento representa uma pessoa que encontrou apoio, conforto e dignidade em um momento delicado da vida. A história da Rosineia simboliza exatamente o propósito da Casa: mostrar que ninguém precisa enfrentar essa jornada sozinho”, destaca.

“A Casa de Acolhimento é o nosso porto seguro”
Somente em 2025, mais de 23 mil acolhimentos já foram registrados. Pacientes de mais de 20 municípios passaram pela estrutura desde sua inauguração, consolidando a Casa de Acolhimento como uma das principais iniciativas de apoio aos pacientes em tratamento de saúde da região. A manutenção do espaço é possível graças ao trabalho de voluntários, associados, empresas parceiras e da comunidade, que ajudam a transformar solidariedade em cuidado diário para milhares de pessoas.
Para o presidente João Carlos, a marca dos 100 mil acolhimentos representa muito mais do que um número. “São 100 mil momentos em que alguém encontrou apoio, conforto e acolhimento. São 100 mil histórias que mostram a força da solidariedade e o quanto a união entre voluntários, empresas, associados e comunidade pode transformar vidas.”
A Associação Madre Teresa mantém a Casa de Acolhimento por meio do apoio da comunidade, associados, voluntários e parceiros, além de desenvolver outros projetos voltados à qualidade de vida dos pacientes, como o Banco Ortopédico, Banco de Perucas e Lenços e Banco de Sutiãs Pós-Cirúrgicos.
CASA DE ACOLHIMENTO
Criada há cinco anos, o espaço nasceu para resolver uma realidade que passava despercebida por muitas pessoas. Pacientes que vinham de municípios vizinhos para atendimento na Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon) do Hospital Marieta frequentemente precisavam permanecer em Itajaí durante todo o dia aguardando o retorno dos veículos disponibilizados pelas prefeituras.
Durante esse período, muitos enfrentavam a espera em condições difíceis, sentados em calçadas, expostos ao frio, ao calor e, muitas vezes, sem recursos para alimentação adequada. Foi a partir dessa necessidade que a Associação Madre Teresa decidiu agir. “Percebemos que o tratamento não acontecia apenas dentro do consultório ou da sala de exames. Existia uma jornada inteira do lado de fora, marcada pela espera, pelo cansaço e pela vulnerabilidade. A Casa de Acolhimento surgiu para acolher essas pessoas e oferecer um pouco mais de dignidade durante esse processo”, destaca o presidente.
Localizada na rua lateral do hospital, a Casa de Acolhimento oferece gratuitamente espaço de convivência, alimentação, conforto, televisão, acesso à internet, leitura e atendimento humanizado. Os números demonstram a importância da iniciativa. Apenas em 2025 foram registrados mais de 23 mil acolhimentos, enquanto pacientes de mais de 20 municípios passaram pela estrutura desde sua inauguração. Entre as cidades com maior volume de usuários estão Itapema, Balneário Camboriú, Balneário Piçarras, Camboriú e Penha.
DADOS DAS CIDADES COM MAIOR NÚMERO DE PACIENTES
* Itapema – 14.014 acolhimentos
* Balneário Camboriú – 13.473 acolhimentos
* Balneário Piçarras – 13.223 acolhimentos
* Camboriú – 10.448 acolhimentos
* Penha – 9.455 acolhimentos





