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domingo 16 de agosto de 2026

Vigilância Epidemiológica faz alerta sobre o aumento de atendimentos antirrábicos em Barra Velha

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Uma doença viral grave que afeta mamíferos, incluindo o ser humano. A raiva provoca infecção no sistema nervoso e pode causar a morte em poucos dias se não for tratada a tempo. Em Barra Velha, até o último dia 4 de março já foram notificados 66 atendimentos antirrábicos envolvendo acidentes com animais como gato, cachorro, morcego e macaco, responsáveis por transmitir a doença.

Nenhum paciente ou animal desenvolveu a doença e todos já foram acompanhados pelo município. Mesmo assim, o número preocupa as autoridades e a Vigilância Epidemiológica da cidade alerta a comunidade sobre como agir em uma situação de risco.

Nas pessoas, a transmissão acontece pelo contato direto com a saliva dos animais infectados, principalmente por meio de mordidas, arranhões ou lambidas. O Ministério da Saúde adverte que, em relação aos morcegos, ainda não se sabe ao certo qual o período de transmissibilidade. Entretanto, eles podem hospedar o vírus por um longo período. Por isso, o setor de epidemiologia municipal não indica o manuseio sem proteção neste caso.

Quando uma pessoa é atacada ou tem contato com um dos transmissores a indicação inicial é higienizar com água e sabão o local atingido e procurar atendimento médico imediato, nas Unidades Básicas de Saúde – UBS dos bairros ou no Pronto Atendimento – PA 24h, onde a equipe de enfermagem cuidará da lesão e fará uma notificação para informar a Vigilância Epidemiológica.


Confira como evitar estes acidentes:
– Não toque em animais com comportamento violento;
– Não toque em animais silvestres como morcegos e macacos;
– Não se aproxime de pets desconhecidos;
– Vacine animais de estimação;
– Não separe animais que estão brigando;
– Evite criar animais silvestres ou tirá-los do habitat natural.


Se ainda assim o acidente acontecer, existem dois fluxos de atendimento, de acordo com as seguintes situações: Se for possível observar o animal, o paciente deve acompanhar o comportamento dele por até 10 dias, verificando possíveis alterações ou adoecimento. Durante este período, a notificação também é encaminhada para a veterinária da Vigilância em Saúde, setor responsável pelo protocolo de investigação do animal.

Se a saúde de ambos (pessoa e animal) permanecer sem alterações no período, o caso é encerrado. Já se acontecer alguma alteração com o animal, dentro de 10 dias, é feito o protocolo de profilaxia da doença no paciente.

Quando não é possível observar o animal, a pessoa inicia o esquema de proteção contra raiva, com vacina e soro antirrábico, seguindo as orientações da Diretoria de Vigilância Epidemiológica Estadual – DIVE/SC.

REDAÇÃO, JORNAL DO COMÉRCIO
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