19.4 C
Piçarras
segunda-feira 22 de abril de 2024


Unidade não vai poluir, garante empresa japonesa

Ouça a Matéria


Um público formado por empresários, acadêmicos do Curso de Direito do campus local da Univali e representantes de entidades acompanhou atenta a palestra, quarta-feira à noite, com o diretor jurídico da empresa Takata-Petri, Rodrigo Ronzella. O evento foi promovido pelo Rotary Club de Piçarras e coordenado pelo diretor de Assuntos Profissionais da entidade, Nilton Custódio da Luz. Segundo o diretor, o objetivo da palestra foi o de apresentar a empresa japonesa à comunidade local. A cidade sediará a terceira unidade da corporação no Brasil.


Ronzella, que coordenou o processo de negociação com os governos municipal e estadual, lembrou os primeiros contatos com o prefeito Umberto Teixeira em fevereiro deste ano e da receptividade local ao projeto da empresa. Ele comentou que Blumenau, São José dos Pinhais e Curitiba (PR) estavam também no páreo mas Piçarras, surpreendendo o próprio diretor que veraneava no balneário em sua infância, ganhou a preferência dos diretores japoneses e americanos. Entre os fatores apontados pelo diretor como decisivos na escolha por Piçarras estavam a qualidade do terreno e a localização estratégica da cidade (próxima de dois portos e de um aeroporto).


O diretor enfatizou a boa disposição do Governo Municipal para trazer a empresa para a cidade. “Não fazemos esse agradecimento por interesses políticos, mas, em nome da empresa, devo reconhecer publicamente o empenho demonstrado pelo prefeito Umberto Teixeira e depois pelo vereador Ivo Fleith e os vereadores da Câmara na aprovação da lei de incentivos fiscais”, disse. “Foi a percepção de que estávamos lidando com pessoas sérias e confiáveis que nos deixou confortáveis na escolha por Piçarras”, emendou.


Ronzella explicou que a unidade em Piçarras está sendo vista pelos diretores da empresa “como a menina de seus olhos”. Inicialmente, a fábrica irá produzir o cadarço para cintos de segurança e envolverá cerca de 30 funcionários. Praticamente toda a produção da planta – 98% – será exportada para as fábricas do grupo no México e nos Estados Unidos. O diretor estima que, em dois a três anos, a unidade já contará com 100 funcionários. “No prazo de dois a três anos, a planta poderá ser ampliada para a produção do cinto de segurança. Não é uma promessa ? já que dependemos da conjuntura econômica nacional e internacional ? mas é uma conseqüência lógica”, afirmou.


O diretor fez questão de assinalar a preocupação da empresa com as questões ambientais. Desde 1997, mantém o ISO 14001, certificação internacional de excelência na gestão ambiental. “Vocês podem ter certeza que a instalação da Takata não implicará nenhum risco ambiental para o Rio Piçarras e para a praia”, garantiu Ronzella.


Ao final da palestra, realizada no Iate Clube de Piçarras, o diretor respondeu a perguntas formuladas pelo público. Questionado, Ronzella esclareceu que os incentivos do Governo Municipal foram a isenção de IPTU e ISS pelo período de 10 anos para a fábrica e de um ano para a empresa construtora e também o custeio das obras de infra-estrutura. Já o Governo Estadual ofereceu inclusão da empresa no Prodec (Programa de Desenvolvimento Catarinense) e isenção de impostos de importação de artigos sem similares nacionais.

Confira também
as seguintes matérias recomendads para você