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Piçarras
quarta-feira 17 de abril de 2024


Dona Alcina participa de entrevista com o Compac

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Na longevidade de seus 87 anos, Alcina de Oliveira Figueredo deve ser uma das peças mais importantes a ser entrevistada pelo corpo técnico do projeto ‘Mestre dos Saberes Populares’, idealizado pelo Conselho Municipal de Patrimônio Histórico, Artístico e Natural (Compac) e Secretaria de Turismo, Cultura e Esportes (Setuce). A conversa cultural acontece nas primeiras horas deste sábado, 17, na Associação de Aposentados e Pensionistas de Balneário Piçarras.
A entrevista, aberta a toda a população, começa às 9h, e será dividida em dois momentos. No primeiro a equipe técnica do Compac realiza seu trabalho de coleta de dados e pondera todos os pontos necessários para criação de um rico material cultural. Em seguida, Dona Alcina poderá responder os questionamentos da população. “O que eu souber, respondo. O que não souber digo tchau”, brinca Dona Alcina, em entrevista dada na porta da Associação, após uma tarde de bingo.
Segundo a chefe de setor da Cultura da Setuce, Adriana de Souza, os momentos da entrevista foram divididos para assegurar a boa realização do trabalho técnico, que posteriormente, irá integrar uma grande obra sobre a cultura de Balneário Piçarras. “A quantidade de informação que a Dona Alcina tem para nos passar é muito grande. Sabemos que ficaríamos três dias conversando com ela, por isso fizemos essa divisão durante a entrevista”, explica.
“Eu já estou tão acostumada a responder perguntas sobre a história que poderemos passar horas conversando”, comenta Dona Alcina, nascida em 31 de dezembro de 1923, em Florianópolis. Suas histórias, da então Piçarras, devem partir do ano de 1940, quando ela veio para o município e começou a lecionar para a comunidade. Sua ligação com a educação durou até a década de 90.
Além de responder as perguntas, que irá compor um grande livro sobre a cultura de Balneário Piçarras ao final de todo o projeto, Dona Alcina revela que vai montar uma exposição com materiais históricos. Fotos, livros, manuscritos e jornais devem formar a mostra que vai permanecer no salão da Associação de Aposentados por toda a tarde de hoje. “Como talvez seja uma das minhas últimas entrevistas, vou trazer o material que restou da enchente e fazer uma exposição. Infelizmente muita coisa se perdeu”, lamenta.
Paralelo às atividades educacionais, iniciadas em 1940 e concluídas em 1994, Dona Alcina é bastante conhecida no meio da mediunidade. Coordenadora do Centro Espírita Luz do Evangelho, desde o ano de 1946, a Casa hoje é uma das mais conhecidas da região e agrega simpatizantes de todas as partes do Estado. “Hoje somos muito conhecidos e respeitados”, comemora com o sentido de dever cumprido.
 

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