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Piçarras
quarta-feira 29 de maio de 2024


Galos mortos podem revelar prática ilegal em Balneário Piçarras

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Moradores da Rua Nossa Senhora da Paz, no Centro de Balneário Piçarras, denunciaram um fato que pode dar início a uma polêmica investigação policial. Segundo relatos, um terreno aos fundos da Câmara de Vereadores vem sendo utilizado como depósito de galos que, possivelmente, seriam utilizados em rinhas em um bairro do município. No local, animais mortos e agonizando foram encontrados pela reportagem.
Por questões de segurança, os moradores pediram para se manter no anonimato. De acordo com eles, os animais são jogados no terreno durante a madrugada há quase um ano. “É um som assustador. Quando não são jogados lá dentro de um saco, já mortos, ficam agonizando durante toda a madrugada”, relata um morador. O Ibama já esteve no local e apenas recolheu os animais, sem iniciar uma investigação mais minuciosa.
Na tarde de quarta-feira, 2, o Jornal do Comércio esteve no terreno e encontrou um galo morto e um completamente desfigurado. Sem a crista e esporões, o galo estava sangrando à espera da morte, enquanto o outro animal já apresentava sinais e odores de decomposição. “Você está vendo? Está sem a crista e todo machucado. Isso é um sinal de que estes animais são usados em rinhas”, denuncia o morador. Próximo ao local, no Centro da cidade, é possível ouvir o canto de outros galos, ainda sadios.
Apesar do crime já estar sendo realizado há bastante tempo, os moradores afirmam ‘desconhecer’ o autor da atrocidade, claramente aparentando receio de indicar um possível suspeito. “Já fomos até a Polícia, mas eles disseram que não podem fazer nada”, lamentou uma moradora. A prática é considerada crime ambiental e se enquadra no artigo 32 da legislação ambiental, que prevê pena de detenção de três meses a um ano, além de multa. A pena pode ser aumentada de um sexto a um terço, se ocorre morte do animal.
Os moradores ainda denunciam que, possivelmente, exista um estabelecimento que realize rinhas de galo. Este local estaria localizado no bairro Lagoa, interior da cidade, fato que não foi confirmado pelo reportagem. As Polícias Civil e Militar afirmaram desconhecer o caso. “Não recebemos nenhuma denúncia de rinha de galos na cidade. Mas vamos iniciar um trabalho com nossos policiais de investigação”, disse o tenente da Polícia Militar local, Carlos Alberto Mafra Júnior. Da mesma forma o delegado, Rodolfo Farah Valente Filho, revelou buscar mais informações para iniciar sua investigação.

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