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Piçarras
segunda-feira 22 de abril de 2024


Obras das casas da Ressoar devem recomeçar dia 20

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Novamente paralisadas, a construção das 35 casas doadas pelo Instituto Ressoar – às famílias que foram atingidas pelas cheias de 2008 em Balneário Piçarras – deve recomeçar até esta quarta-feira, 20. Pelo menos é o que prevê o termo de compromisso assinado entre a Prefeitura e a empresa responsável pela obra, a Construtora Casas Ecológicas.
No documento, a empresa contratada pelo Instituto Ressoar, se compromete a retomar a obra sem novas paralisações e acelerar o cronograma para que as novas residências sejam entregues. “Sabemos que, mesmo não tendo responsabilidade pelo atraso, é o Município quem acaba sendo cobrado pela população. As outras duas construtoras que assumiram esse projeto faliram e nós assumimos todas as obras no estado” explica o representante de relações governamentais da empresa, Sérgio de Pinho.
Em reunião com o prefeito em exercício, Luiz José de Almeida Fayad, Pinho apresentou os esclarecimentos sobre o atraso e garantiu a conclusão da obra em até cinco meses. “Esse dinheiro, mesmo não sendo do governo, é público, pois foi doado pela população brasileira. O Ressoar brinca com assunto sério”, dispara Pinho.
O secretário do planejamento, Luiz Silvestre, no entanto, acredita que se o compromisso for cumprido como estipulado, a obra deva ser concluída em menos tempo. “O que está faltando são os acabamentos internos com gesso e azulejos, nas cozinhas e banheiros”, acrescenta. O representante da Casas Ecológicas afirma que a empresa vai contratar uma empreiteira para concluir a obra.
O termo de compromisso assinado com o Governo Municipal será assumido integralmente pela empresa, que garante concluir a construção para cobrar o Instituto Ressoar. A Secretaria do Planejamento e Meio Ambiente pretende iniciar a instalação elétrica e de saneamento assim que a obra for retomada. O terreno também foi doado pela Prefeitura.
Segundo Pinho, o principal motivo para a paralisação da obra, em 10 de outubro, foi político e ordenada pela Igreja Universal do Reino de Deus. “Em alguns lugares se percebeu o uso político dessa obra, que precisou ser paralisada imediatamente para não comprometer a organização”, explica. No entanto, depois do período eleitoral, pouca coisa avançou. No início do ano, a empreiteira cobriu algumas casas que estavam expostas ao tempo, mas não deu continuidade ao trabalho.
 

REDAÇÃO, JORNAL DO COMÉRCIO
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