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quarta-feira 17 de julho de 2024


Surfistas registram primeira tartaruga morta no ano

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O Programa de Monitoramento de Praias do Movimento Surf Verde (MSV) achou na quinta-feira, 17, a primeira tartaruga marinha morta do ano na Praia do Costão, no bairro Tabuleiro. O animal era da espécie verde, muito comum no Sul do País.
A tartaruga estava sendo levada por banhistas quando o presidente do MSV, Ezekiel Gringo, solicitou o animal para documentação e explicou a meta do programa de monitoramento.
“As pessoas colaboram e entendem mais sobre este tipo de trabalho, que pretende saber em longo prazo as causas de morte destes animais. Além dos membros do MSV existem muitas outras pessoas que colaboram com o Projeto Tamar para poder adquirir dados mais consistentes sobre as mortes das tartarugas, como os surfistas de Itajuba e de outros municípios do litoral”, disse Ezekiel.
A tartaruga era jovem, com menos de 10 anos de idade, e apresentava somente ferimentos nas aletas, sem mordidas de outros depredadores. “A presença de sangue na boca poderia revelar a morte por afogamento, porém não houve provas conclusivas para dizer a causa de morte do animal”, explicou o presidente, que teve que enterrar a tartaruga já que estava em estado de decomposição.
Os animais em bom estado de conservação recolhidos pelo MSV são congelados para que o Projeto Tamar – ICM Bio de Itajaí possa realizar pesquisas sobre as causas de morte e contabilizar os casos. Os animais já em estado avançado de decomposição não servem para os estudos da autopsia e devem ser enterrados, sendo necessária somente sua documentação fotográfica.
No final do ano, o MSV conseguiu resgatar uma tartaruga verde jovem na Praia do Tabuleiro com apoio do Corpo de Bombeiros Militar e dos Guarda Vidas.
O MSV pretende entrar em contato com a Secretaria de Obras e a Prefeitura Municipal para averiguar se durante a limpeza das praias da cidade algumas tartarugas possam ter sido colocadas junto com galhos e lixo. A grande surpresa desta temporada para os membros do movimento foi o baixo número de animais que apareceram nas praias. “Queremos saber se realmente houve uma melhora nos cuidados ao meio ambiente e à fauna marinha ou se existe alguma mudança que não tenha sido percebida ainda. Para nós quanto menos tartarugas aparecerem na areia melhor, porque é sinal de que nosso trabalho está dando resultado”, encerrou.
 

REDAÇÃO, JORNAL DO COMÉRCIO
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