Apesar de as temperaturas terem caído bruscamente, as praias de Penha continuam sendo frequentadas. Mas não da maneira correta, por banhista. Agora, os recantos naturais estão sendo frequentados por campistas que deixam um rastro de sujeira e destruição, causando a indignação nos moradores locais. Nas últimas semanas, houve denúncias de acampamentos nas praias da Bacia da Vovó, Paciência e Bananal.
No final de semana passado, dias 4 e 5, a Polícia Militar foi acionada para retirar campistas da Praia da Paciência que estavam causando desordem no local. O caso mais grave vem sendo registrado na Praia Vermelha, onde um acampamento fixo foi montado. Em uma área distante da região habitada, tendas foram montadas há semanas e pessoas estão residindo no local. “Em alguns dias iremos, com o apoio policial, fazer a retirada desse pessoal”, disse o secretário de Planejamento e Meio Ambiente, José Antônio Bastos.
A secretaria é responsável por notificar os campistas, que são proibidos de realizar acampamentos por leis municipais e federais. Segundo Bastos, os infratores são notificados a saírem e, em caso de reincidência, multados e processados judicialmente pela procuradoria da Prefeitura.
AÇÃO POPULAR
A paciência de um grupo demoradores da Praia Grande, em Penha, se esgotou. A Associação de Surf e Amigos da Praia Grande (ASAPG) deu início a uma campanha para conscientizar os usuários da Praia da Paciência quanto à correta utilização do pequeno e, ainda preservado, balneário. O foco inicialé a proibição de acampamentos e suas consequências ambientais. “O principal problema é relacionado com os acampamentos. Eles chegam ao local, destroem a vegetação, utilizam a região como banheiro, fazem fogueiras e deixam toda a sujeira e vão embora”, define o presidente da Associação, Renato Amorim, citando ainda o cometimento de infrações ambientais na ação.
Cerca de sessenta placas com dizeres educativos foram colocadas ao longo do recanto. “Muitas vezes essas pessoas realizam essa prática e cometem crimes ambientais porpuro desconhecimento. O primeiro passo é orientá-los, depois chamara atenção da comunidade para auxiliar na coação desse ato”, acrescenta o presidente.





